Larissa Lessa
Os servidores técnico-administrativos da Universidade Federal de Goiás voltaram ao trabalho nesta segunda-feira (26/9) em Goiânia e nos campi do interior do Estado. A decisão foi tomada depois de 107 dias de greve como exigência do Governo Federal para que as negociações de reajuste salarial sejam retomadas.
De acordo com o reitor da UFG, Edward Madureira Brasil, a universidade começou a avaliar hoje os prejuízos causados pela paralisação. “Acredito que na maioria dos cursos não haverá alteração do calendário porque as aulas não pararam. Ainda precisamos avaliar se haverá mudança no cronograma dos cursos que dependem de aulas práticas e laboratórios”, afirmou o reitor, que adianta que o
calendário do vestibular do fim de ano não será alterado.
Em Goiás, de acordo com o coordenador geral do Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativos em Educação das Instituições Federais de Ensino Superio do Estado de Goiás(Sint-Ifesgo), cerca de 60% dos 2400 servidores ligados à entidade tinham cruzado os braços. “Em algumas unidades e órgãos houve acúmulo de atividades. Vai levar um certo tempo para colocar tudo em dia”, afirma João Pires. Segundo ele, os servidores foram orientados a estabelecer prioridades e criar um cronograma para que as atividades sejam normalizadas.
Greve
Os servidores técnico-administrativos reivindicam reajuste salarial e abertura de concurso público para suprir o déficit de cerca de 900 servidores da UFG. “O Hospital das Clínicas tem mais de 100 leitos fechados por falta de servidores técnico-administrativos”, afirma o coordenador-geral do Sint-Ifesgo. Iniciada em 8 de junho, a greve já foi suspensa uma vez para retomada das Negociações com os Ministérios da Educação e Planejamento. “Se não ocorrer avanço nas negociações, a o movimento será retomado”, diz.
De acordo com o reitor da UFG, a universidade trabalha para que não haja retorno da greve. “Todos os gestores das universidades estão empenhados para o êxito das negociações com o Governo e fim definitivo do movimento”, diz.
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