Ludymila Siqueira
Goiânia –Ao menos 51 municípios de Goiás estão em alerta para alto risco de incêndio florestal. O calor intenso e a baixa umidade do ar favorecem as queimadas em áreas de vegetação. As informações são do Centro de Informações Hidrológicas e Meteorológicas (Cimehgo), divulgadas nesta quarta-feira (29/7).
Segundo o Cimehgo, as áreas afetadas são:
Água Fria de Goiás, Alto Paraíso de Goiás, Alvorada do Norte, Araguapaz, Bela Vista de Goiás, Bom Jesus de Goiás, Buriti Alegre, Cachoeira Alta, Cachoeira Dourada, Caçu, Caldas Novas, Campos Belos, Catalão, Cavalcante, Colinas do Sul, Cristianópolis, Crixás, Damianópolis, Divinópolis de Goiás, Flores de Goiás, Formosa, Formoso, Goiás, Guarani de Goiás, Iaciara, Itumbiara, Mambaí, Marzagão, Mimoso de Goiás, Minaçu, Monte Alegre de Goiás, Montividiu do Norte, Niquelândia, Padre Bernardo, Paranaiguara, Piracanjuba, Pirenópolis, Planaltina, Pontalina, Porangatu, Posse, Quirinópolis, Rio Quente, Rio Verde, São Domingos, São João d’Aliança, São Miguel do Passa Quatro, São Simão, Sítio d’Abadia, Trombas, Vila Boa.
Predomínio de Sol e Baixa Umidade em Goiás
Embora as madrugadas e início da manhã estejam com temperaturas mais amenas, o sol continua com predomínio em todo o Estado. As temperaturas máximas ultrapassam os 30ºC. A umidade do ar revela tempo extremamente seco, na casa dos 20%. O considerado ideal para é 60%.
A intensidade do tempo seco ganha ainda mais força com o cenário climatológico sob a intensa influência do fenômeno El Niño. Segundo o Cimehgo, o monitoramento mais recente do índice Niño 3.4 aponta que a anomalia de temperatura da superfície do mar no Pacífico Equatorial registrou +2,06°C, consolidando o evento na categoria de intensidade forte a muito forte.
À reportagem do jornal A Redação, o gerente do Centro de Informações Meteorológicas e Hidrológicas de Goiás (Cimehgo), André Amorim, já havia antecipado que o El Niño deve intensificar o excesso de chuvas na Região Sul do País, provocar chuvas irregulares no Brasil Central e manter um período de seca nas regiões Norte e Nordeste. Em Goiás, o principal impacto previsto é a ocorrência de ondas de calor intensas.
“O Brasil fica praticamente dividido em três etapas. Nós vamos ver estes efeitos com mais evidência entre setembro e outubro, de maneira que vamos perceber atraso e irregularidades da chuva, calor sucessivo e um período de seca prolongado. Além disso, o fenômeno deve se estender até abril de 2027”, explicou em entrevista à reportagem do Jornal A Redação.
A força do El Niño, contudo, depende do quanto o Pacífico Equatorial vai aquecer nos próximos meses e, principalmente, de como a atmosfera vai responder a esse aquecimento. Para que ganhe intensidade, é preciso que o sistema oceano-atmosfera passe a atuar de forma acoplada e persistente.
