José Cácio Júnior
A Secretaria de Gestão e Planejamento (Segplan) remarcou a prova do processo de meritocracia para o dia 16 de outubro. A nova data foi anunciada pelo secretário Giuseppe Vecci, em entrevista coletiva na tarde desta quinta-feira (22/9). Segundo Vecci, o Estado vai contratar "uma instituição de credibilidade" para realizar a seleção.
Após denúncias de plágio, Giuseppe Vecci anulou, na noite de quarta-feira (21/9), todas as questões da primeira etapa do processo de seleção da meritocracia e destituiu a comissão organizadora da prova. Quase três mil servidores estaduais fizeram a prova no último domingo (18/9).O objetivo é preencher 100% dos cargos de gerência no Governo com base na avaliação. Hoje esse índice é de 40%, de acordo com o secretário.
Sobre as questões copiadas, o secretário diz não se tratar de nenhuma fraude, mas acredita ter sido "um descuido, para não dizer preguiça" dos responsáveis pela elaboração das perguntas. Sem citar nomes, Vecci disse que até então acreditava que as pessoas tinham competência para realizar a seleção.
As críticas contundentes refletem o quanto as falhas no processo de seleção arranham a imagem de um governo que tem um discurso de eficiência. Apesar dos problemas, Vecci defende a necessidade da prova de meritocracia, que busca uma administração mais profissional.
Falhas
Candidatos que pediram para não ser identificados relataram que, durante a realização da prova, erratas foram anunciadas em algumas salas, e em outras não. Além disso, internautas enviaram e-mails reclamando da questão 37 da prova A (língua portuguesa). Nela, pede-se ao candidato para assinalar a palavra grafada incorretamente entre as seguintes opções: A – duquesa; B – majestade; C – gorjeta; D – francês. No entanto, as quatro palavras estavam escritas corretamente.
Os servidores alegam, ainda, que quatro questões de Noções sobre Goiás foram copiadas de provas anteriores aplicadas pela Universidade Estadual de Goiás (UEG). Segundo informado, as perguntas do exame da Segplan são idênticas as de uma apostila do Cursoibest, usada em preparatório para o referido processo seletivo.
Na terça-feira, a Segplan já havia cancelado as questões de língua portuguesa da prova, após o blog da jornalista Fabiana Pulcineli divulgar suposto plágio das perguntas de sites especializados em concursos. Com as novas denúncias, todas as 40 questões objetivas abrangendo Noções Gerenciais, Noções de Administração Pública, Noções sobre Goiás (história; economia; meio ambiente), e Língua Portuguesa (interpretação de texto e ortografia) acabaram anuladas.
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