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Sueli Noronha Kaiser (Foto: divulgação)

Enfermagem: a força silenciosa da saúde brasileira

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13.05.2026 - 08:25:33

No dia 12 de maio, quando se celebra o Dia do Enfermeiro, o Brasil tem mais uma oportunidade de reconhecer uma das profissões mais essenciais para o funcionamento do sistema de saúde. Em hospitais, unidades básicas, clínicas, ambulatórios, empresas e, cada vez mais, dentro das casas dos pacientes, enfermeiros e enfermeiras sustentam uma engrenagem indispensável para a preservação da vida. São profissionais que vão muito além da execução de procedimentos: coordenam equipes, organizam fluxos de atendimento, garantem a segurança assistencial e atuam como elo entre pacientes, familiares, médicos e todo o sistema de cuidado.

Sem a enfermagem, simplesmente não existe assistência estruturada. O enfermeiro está no centro das decisões cotidianas que garantem a continuidade do tratamento, a humanização do atendimento e a qualidade da assistência. Seu papel combina conhecimento técnico, capacidade de liderança, gestão de pessoas e sensibilidade humana. Em um cenário de envelhecimento populacional e aumento das doenças crônicas, essa atuação ganha ainda mais relevância.

A enfermagem brasileira também se tornou protagonista em novas frentes de cuidado. A presença desses profissionais fora do ambiente hospitalar é hoje estratégica para prevenir doenças, promover saúde e ampliar o acesso da população ao atendimento contínuo. Na atenção primária, na saúde da família, na educação em saúde, na pesquisa, na gestão e até no empreendedorismo, os enfermeiros ocupam espaços fundamentais para modernizar o setor.

Nesse contexto, o crescimento da atenção domiciliar talvez seja um dos exemplos mais emblemáticos dessa transformação. Levar assistência para dentro da casa do paciente representa uma mudança profunda na forma de cuidar. O ambiente doméstico oferece características impossíveis de serem reproduzidas no hospital: proximidade da família, conforto emocional, continuidade da rotina e cuidado personalizado. É o paciente sendo tratado dentro do próprio mundo, cercado de vínculos afetivos e acolhimento.

Os benefícios são evidentes. O cuidado domiciliar melhora a qualidade de vida, reduz riscos de infecções hospitalares, diminui complicações e permite uma abordagem mais integral, considerando corpo, mente e ambiente familiar. O enfermeiro, nesse cenário, torna-se peça-chave para garantir segurança clínica, acompanhamento constante e suporte imediato à equipe médica.

Mas os desafios também são grandes. O profissional precisa compreender que a casa do paciente é, temporariamente, seu ambiente de trabalho. É necessário tomar decisões rápidas, possuir alto nível de conhecimento técnico e lidar com uma dinâmica familiar que nem sempre está preparada para participar do tratamento. A relação com os familiares exige empatia, firmeza e habilidade de comunicação, especialmente no acompanhamento de idosos e pacientes crônicos, que demandam atenção contínua.

Ao mesmo tempo, a tecnologia vem ampliando a capacidade da enfermagem de oferecer um atendimento mais eficiente e seguro. Prontuários eletrônicos, registros em tempo real, integração entre equipes, telemedicina e sistemas de monitoramento remoto já fazem parte da rotina de muitos profissionais. Essas ferramentas reduzem falhas, agilizam decisões e fortalecem a qualidade da assistência.

Valorizar a enfermagem, portanto, não é apenas reconhecer uma categoria profissional. É fortalecer a própria estrutura da saúde brasileira. Em qualquer nível de atendimento, da prevenção ao tratamento intensivo, existe um enfermeiro garantindo que o cuidado aconteça de forma organizada, humana e segura. Em tempos de transformação do setor, a sociedade precisa compreender que investir nesses profissionais é investir diretamente na vida, na dignidade e no futuro da saúde no Brasil.

*Sueli Noronha Kaiser é fundadora e presidente do Conselho Consultivo do Grupo Cene, com 39 anos de atuação. Enfermeira formada pela Pontifícia Universidade Católica-RJ

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por Sueli Noronha Kaiser

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4 comentários

  1. se não existir o TEC em enfermagem e o auxiliar o enfermeiro não faz nada, ninguém nunca viu um enfermeiro assumir oito pacientes ,dar banho,fazer curativo,medicar,dar alimentação puncionar veia etc,etc

  2. Sou enfermeiro e o seu comentário foi o melhor comentário feito aqui. Além de ser muito importante o TE e ou AE deveriam ganhar muito bem e ter as filgas assim como o enfermeiro.

  3. Sou enfermeiro e o seu comentário foi o melhor comentário feito aqui. Além de ser muito importante o TE e ou AE deveriam ganhar muito bem e ter as folgas assim como o enfermeiro.

  4. A reportagem precisa adquirir mais conhecimento para falar de enfermagem. Essa profissão não se resume somente a enfermeiro quem carrega nas costas os hospitais e outras unidades são técnicos e auxiliares de enfermagem, sem esses profissionais a saúde não sai do canto.

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