Catherine Moraes
Médicos de especialidades diversas farão um dia de boicote às operadoras de saúde nesta quarta-feira (21/9) com interrupção de atendimento a clientes de planos como forma de cobrar reajuste. Em todo o país, estima-se que, dos 46 milhões de usuários, 35 milhões possam ser afetados. Em Goiás, os credenciados dos planos Imas, Geap, Golden Cross, Itaú, Mediservice e SulAmérica não vão realizar atendimentos.
O protesto vai acontecer em Goiás e outras 23 unidades da federação, incluindo o Distrito Federal. Em nove estados, os médicos credenciados vão suspender as consultas de todas as operadoras – Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro e Tocantins.
Amazonas, Rio Grande do Norte e Roraima são os únicos estados em que os médicos não irão parar porque entraram em acordo com as operadoras ou estão prestes a chegar a um consenso.
O boicote é o segundo do ano. O primeiro foi realizado em abril contra todos os planos de saúde do país. A categoria quer aumento imediato no valor das consultas pago pelas operadoras e a fixação de um reajuste anual.
De acordo com os médicos, os planos de saúde pagam, em média, R$ 40 por atendimento. O valor mais baixo encontrado pelas entidades médicas é R$ 15, e o maior, R$ 80. A categoria defende mínimo de R$ 60.
Com informações da Agência Brasil