Jales Naves
Especial para A Redação
Goiânia – Em seu objetivo de contribuir para o estudo, a discussão e o desenvolvimento das práticas da medicina, cirurgia, saúde pública e ciências afins, e servir como órgão de consulta do Governo brasileiro sobre questões de saúde e de educação médica, a Academia Nacional de Medicina programou para esta quinta-feira (19/3), a sessão em celebração ao Dia da Mulher e Cesariana Moderna.
Desde a sua fundação, seus membros se reúnem toda quinta-feira, às 18 horas, para discutir assuntos médicos da atualidade, numa sessão aberta ao público, o que faz da ANM a mais antiga e única entidade científica dedicada à saúde a reunir-se regular e ininterruptamente por tanto tempo. Também promove congressos nacionais e internacionais, cursos de extensão e atualização e, anualmente, durante a sessão de aniversário, distribui prêmios para médicos e pesquisadores não pertencentes aos seus quadros.
A trajetória da Academia Nacional de Medicina confunde-se com a história do Brasil e é parte integrante e atuante na evolução da prática da medicina no país. Fundada sob o reinado do imperador D. Pedro I, em 30 de junho de 1829, mudou de nome duas vezes e mantém inalterado seu objetivo.

Dia da Mulher
No mês em que se celebra o Dia Internacional da Mulher, a Federação Brasileira das Associações de Ginecologistas e Obstetras (Febrasgo) reafirmou seu compromisso institucional com a saúde e a vida das mulheres brasileiras e apresentou dados inéditos de uma pesquisa nacional sobre a percepção do ginecologista e obstetra no atendimento às mulheres em situação de violência.
Mais do que marcar uma nova etapa da campanha “#EuVejoVocê”, a iniciativa consolida o papel da Febrasgo como sociedade científica comprometida não apenas com a atualização técnica, mas com os desafios sociais que impactam diretamente a prática clínica e a vida das mulheres.
“A Febrasgo não pode se limitar à atualização científica se não olhar para a realidade que atravessa diariamente a vida das mulheres e, consequentemente, a prática dos ginecologistas e obstetras. Ao apresentar esses dados, assumimos nosso papel institucional de liderar esse debate, transformar conhecimento em ação e fortalecer nossos profissionais para que sejam parte ativa no enfrentamento à violência contra a mulher” explica a doutora Maria Celeste Osório Wender, presidente da Febrasgo.
Utilizando dados do Senado Federal, mostrou que a Justiça brasileira julgou, em média, 42 casos de feminicídio por dia em 2025, um aumento de 17% em comparação ao ano anterior; e concedeu 621.202 pedidos de medidas protetivas, uma média de 70 medidas por hora. Apenas em 2025, o Poder Judiciário recebeu mais de 1 milhão de novos casos de violência doméstica, incluindo crimes previstos na Lei Maria da Penha (que completa 20 anos em 2026) e descumprimento de medidas protetivas. No período, a Justiça brasileira julgou, em média, 1.710 casos de violência doméstica por dia. Ao todo, foram 624.429 novos casos no ano passado.
Cesariana Moderna
A sessão da ANM será aberta pelo presidente Antônio Egídio Nardi, às 16h, seguindo-se a celebração do Dia Internacional da Mulher, com o tema “Da Reprodução à Longevidade Ativa: A Nova Jornada da Mulher Contemporânea”, exposição da professora Maria Celeste Osório Wender, da FEBRASGO, e debates com a participação das acadêmicas Talita Franco e Monica Gadelha. Às 17h, chá acadêmico.
A sessão plenária acadêmica começará às 18h. Em ‘Recentes progressos’, sob a coordenação do acadêmico José Galvão Alves, será apresentado, às 18h15, o tema “Criopreservação de oócitos”, pelo acadêmico Waldemar Naves do Amaral; às 18h30, “Bases históricas e fundamentos epidemiológicos da cesariana moderna”, pelo acadêmico Jorge de Rezende Filho; 19h, “Quo vadis, Cesariana? Desafios e fronteiras da Tocotomia”, professor Antônio Braga, da UniRio, e participação na discussão do acadêmico Marcelo Zugaib; e, às 19h55. Encerramento.

