A Redação
Goiânia – A Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg) dá continuidade neste sábado (14/3) e domingo (15/3) aos serviços de substituição da árvore da espécie mogno localizada em frente à Casa da Memória, na Rua 20, no Setor Central da capital. A ação terá início às 8h e segue cronograma definido em conjunto com a Justiça Federal – Seção Judiciária de Goiás, responsável pelo imóvel.
A intervenção foi autorizada após análises técnicas realizadas pela Escola de Agronomia da Universidade Federal de Goiás (UFG), que acompanha a árvore por meio de laudos emitidos em 2021 e 2025, além do parecer da Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma), que também apontou a necessidade da remoção.
Nesta etapa final, os trabalhos mobilizam cerca de 40 profissionais da Comurg, entre equipes da Gerência de Poda e Extirpação, Gerência de Transportes, responsável pela remoção da massa verde, e técnicos do Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (Sesmt), que realizam o acompanhamento preventivo das atividades. O Núcleo de Administração e Serviços Gerais da Justiça Federal também presta apoio logístico, com a disponibilização de dois guindastes que auxiliam na operação.
No último fim de semana, quando os trabalhos foram iniciados pela remoção da copa do exemplar, resíduos compostos, principalmente por galhos finos e folhas, foram retirados do local e encaminhados para o processo de compostagem da Comurg. Parte do exemplar (1 metro linear) também foi destinado à família do imigrante polonês Boleslaw Daroszewski, um dos pioneiros de Goiânia e responsável pela doação da árvore, depois de solicitação formal à Companhia.
A expectativa é concluir o serviço neste fim de semana. Após a retirada completa do tronco, cerca de um metro linear será destinado à Universidade Federal de Goiás para fins institucionais, enquanto outro trecho, de aproximadamente um metro e meio, será destinado à Justiça Federal. O restante da madeira passará por avaliação na marcenaria da Comurg, com possibilidade de reaproveitamento para produção de mobiliário urbano, e outra parte será triturada e destinada ao processo de compostagem, utilizado posteriormente em praças e canteiros da cidade.
Risco de queda
Nos laudos técnicos, os especialistas apontaram comprometimento estrutural do exemplar, com risco iminente de queda. A árvore, plantada em 1958, apresentava inclinação progressiva, cavidades internas, galhos mortos e perda significativa da resistência da madeira.
“Consideramos que a melhor opção, levando em conta o risco de queda da árvore e também de galhos, é a retirada do indivíduo. Essa decisão baseia-se, principalmente, no risco ao qual a população vizinha e os transeuntes estão submetidos”, concluiu o parecer técnico da UFG emitido em abril de 2025.
Operação
A operação segue o mesmo protocolo adotado no fim de semana anterior, com isolamento da área e adoção de medidas de segurança. A concessionária de energia elétrica realizou um trabalho estrutural para rebaixamento de linhas e transferência de percursos da fiação, para que nenhuma das unidades consumidoras em volta sofra interrupção do fornecimento de enrgia.
A Secretaria de Engenharia de Trânsito (SET) também dará apoio operacional, com interdição temporária da Rua 20 durante os trabalhos. Nesse período, o fluxo de veículos será desviado para a Rua 14, com acesso local permitido apenas aos moradores da região.
A Comurg reforça que a medida tem como objetivo preservar a segurança de pedestres, servidores e do patrimônio histórico e segue rigorosamente as determinações técnicas dos órgãos ambientais. A Companhia também destaca que a arborização urbana permanece como prioridade na capital. Somente neste ano, quase 2 mil mudas de árvores já foram plantadas em diferentes regiões de Goiânia.
