A Redação
Goiânia – O cientista político Renato Dorgan analisou o cenário eleitoral para a próxima disputa presidencial e comentou a possível candidatura do PSD, que deve ser anunciada oficialmente em 14 de abril. Segundo ele, a entrada de um candidato do partido pode mudar a ideia de que a eleição será novamente polarizada.
“Tem gente já cravando uma polarização total, como em 2022, entre Flávio Bolsonaro e Lula, mas, dependendo do perfil do candidato do PSD, isso não vai ser bem assim”, afirmou.
Segundo Renato, a entrada de Caiado na disputa presidencial pode provocar mudanças. “Se o Caiado for candidato, ele vai fazer uma mudança estrutural. Ele pode ter muita adesão no Centro-Oeste e no Sudeste com esse discurso de desenvolvimento econômico, agronegócio e segurança pública”, avaliou.
Dorgan também comentou o potencial eleitoral de Ratinho Júnior. “O Ratinho tem um apelo popular muito forte e uma avaliação interessante no Paraná. Ele também carrega uma certa popularidade por causa do pai e pode crescer principalmente entre eleitores de classe média”, explicou. Ele afirma que esse crescimento poderia ocorrer entre eleitores que avaliam o governo Lula como regular ou que estão insatisfeitos.
Já em relação ao governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, Dorgan avalia que o potencial de crescimento eleitoral seria menor. “Na minha opinião, ele é um candidato com menos tração e menos força eleitoral. Primeiro porque no Rio Grande do Sul ele não é unanimidade. Segundo porque, no cenário nacional, ele fica muito posicionado naquele centro tradicional, muito ligado à antiga lógica do PSDB”, afirmou.
Ele finalizou afirmando que a estratégia do partido na eleição será determinante para o papel dele no processo eleitoral.
