A Redação
Goiânia – A realização do MotoGP 2026 em Goiânia, entre os dias 20 e 22 de março, no Autódromo Internacional Ayrton Senna, vem colocando a capital no centro de um dos maiores eventos do esporte a motor no mundo. Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis de Goiás (ABIH-GO), a ocupação hoteleira na cidade está próxima de sua capacidade máxima, mas ainda restam cerca de 3 mil vagas com diárias que variam entre R$ 1,2 mil e R$ 1,6 mil.
As entidades frisam, porém, que, mesmo com a grande procura, as tarifas praticadas estão dentro do padrão planejado junto à organização do evento, seguindo o mesmo critério adotado em grandes eventos e o mesmo padrão da última edição, realizada na Argentina.
Na intenção de repassar todas as informações ao Governo de Goiás e detalhar a política de preços e a oferta de hospedagem durante o evento, representantes da ABIH-GO se reuniram, nesta quarta-feira (24/2), com membros da Secretaria da Retomada.
“Não há prática abusiva por parte da hotelaria formal. Pelo contrário, o setor tem atuado com responsabilidade, previsibilidade e respeito ao consumidor”, afirma Charleston Pimentel, presidente da ABIH-GO, ao destacar que a rede hoteleira de Goiânia reúne 150 associados e cerca de 25 mil leitos.
Ele lembra ainda que o reajuste das tarifas se deve aos investimentos adicionais exigidos pelo evento, como reforço de equipe e contratação de tradutores. “Ainda assim, os valores se enquadram na chamada ‘tarifa flutuante’, prática comum em grandes eventos realizados na capital, como shows e congressos”.
Para facilitar o atendimento ao público, a ABIH-GO anunciou a criação de uma central de informações via WhatsApp, pelo número (62) 99838-7564. Outra medida tomada por parte da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis de Goiás é o acompanhamento diário do cenário. “Estamos observando preços exorbitantes em aplicativos de hospedagem, onde qualquer pessoa pode oferecer casa ou apartamento sem vínculo com o setor hoteleiro e sem compromisso com a razoabilidade das tarifas”, ressaltou Charleston.
Outras alternativas
Charleston destaca que, em Anápolis, a ocupação está em torno de 80% e, em Trindade, esse índice é de aproximadamente 60%. “Ou seja, há disponibilidade de hospedagem em Goiânia e Região Metropolitana para o público que virá prestigiar o MotoGP”, disse.
Em várias oportunidades, Luciano Carneiro, presidente do Sindicato da Indústria de Hotéis de Goiânia (SIHGO), também tem destacado a disponibilidade de vagas em hotéis na capital, frisando ainda que: “os hotéis trabalham com regras claras, transparência tarifária e responsabilidade com o hóspede. Diferentemente de anúncios isolados, os meios de hospedagem seguem normas, tributos, fiscalização e padrões de qualidade. A hotelaria goiana está preparada para receber turistas, equipes e fãs do MotoGP, oferecendo estrutura, qualidade de atendimento e tarifas compatíveis com a realidade do mercado e com a magnitude do evento”.
