Jairo Macedo
Dentro da programação do 52º Congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE), acontecendo essa semana em Goiânia, coube de tudo um pouco. De abertura dos arquivos da Ditadura a Marcha das Vadias – pela liberação sexual e não-violência da mulher -, tudo foi assunto de debate e manifestação nesses dias.
A última das manifestações, mas não menos incisiva, é a Marcha da Maconha. A concentração começou às 15 horas, na Praça Universitária, e começou no final da tarde. Antes, alguns debates acalorados, ali mesmo na praça, serviram de “aquecimento” para a caminhada que vai até a Praça Cívica. Até o momento, a organização estima que por volta de 300 pessoas participam da movimentação no Setor Universitário. O DCE da UFG ofereceu três carros de som para animar o que promete virar quase uma festa entre os jovens presentes.
Coletivo
Tal caminhada não é um evento isolado. Na verdade, trata-se de um coletivo chamado Marcha da Maconha Brasil, um grupo descentralizado, que reúne pessoas e instituições favoráveis ao debate sobre a discriminilização e legalização da maconha. É da fomentação disso, o debate, que a Marcha é feita – não de apologia às drogas ou incentivo a atividades criminosas, segundo o site (www.marchadamaconha.org) do coletivo prega.
O tema tem ganhado destaque depois que uma das Marchas, em São Paulo, terminou em pancadaria e conflito com policiais. Também o documentário Quebrando o Tabu, com participação do ex-Presidente Fernando Henrique Cardoso, tem dado força e credibilidade ao levantamento dessas questões.
Manifestação liberada
Ao contrário dessa primeiro confronto em São Paulo, tais manifestações têm agora o aval do Supremo Tribunal Federal. Em Goiânia, também o batalhão policial do Setor Leste Universitário faz a escolta dos manifestantes. Até aqui, nenhuma ocorrência foi registrada.