Ludymila Siqueira
Goiânia – A Capital goiana vai receber o programa de mostras itinerantes da 36ª Bienal de São Paulo. O evento será iniciado no dia 3 de março, no Museu de Arte Contemporânea de Goiás (MAC), no Centro Cultural Oscar Niemeyer (CCON). A exposição inédita em Goiânia terá um recorte das principais obras expostas na última edição da Bienal, que teve “Nem todo viandante anda estradas – Da humanidade como prática”, como tema central.
A realização da Bienal na Capital foi articulada pelo vice-governador Daniel Vilela (MDB) junto ao ao secretário municipal de Cultura de São Paulo, Totó Parente. Com isso, a iniciativa é resultado de uma parceria da entidade paulista com o programa Goiás Social e as secretarias estaduais da Cultura (Secult) e da Retomada. A mostra permanecerá no MAC até 19 de abril.
36ª Bienal de São Paulo
A 36ª Bienal de São Paulo, intitulada Nem todo viandante anda estradas – Da humanidade como prática, será conduzida pelo curador geral Prof. Dr. Bonaventure Soh Bejeng Ndikung com sua equipe de cocuradores composta por Alya Sebti, Anna Roberta Goetz e Thiago de Paula Souza, além da cocuradora at large Keyna Eleison e da consultora de comunicação e estratégia Henriette Gallus. A mostra se inspira no poema enigmático da poeta afro-brasileira Conceição Evaristo, “Da calma e do silêncio”.
A exposição vem acompanhada, ainda, de uma mudança histórica na organização do evento, que tradicionalmente é realizado de setembro a dezembro. A 36ª edição da mostra se estenderá por quatro semanas adicionais, sendo apresentada gratuitamente ao público entre 6 de setembro de 2025 e 11 de janeiro de 2026. A decisão foi tomada pela presidente Andrea Pinheiro e sua Diretoria com o intuito de ampliar ainda mais o alcance da mostra, que poderá ser apreciada por uma quantidade maior de visitantes durante o período de férias escolares.
A proposta central dessa Bienal é repensar a humanidade como verbo, uma prática viva, em um mundo que exige reimaginar as relações, as assimetrias e a escuta como bases de convivência a partir de três fragmentos/eixos curatoriais. A metáfora do estuário – local onde diferentes correntes de água se encontram e criam um espaço de coexistência – guia o projeto curatorial, inspirado nas filosofias, paisagens e mitologias brasileiras. Tal conceito reflete a multiplicidade de encontros que marcaram a história do Brasil e propõe que a humanidade se una e se transforme por meio de uma escuta atenta e da negociação entre seres e mundos distintos.
Saiba mais no site da exposição.
