A Redação
Goiânia – A Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg) integra, até a próxima sexta-feira (30/1), a missão empresarial que participa do Fórum Econômico Internacional da América Latina e Caribe, na Cidade do Panamá . A iniciativa é liderada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e reúne cerca de 100 representantes do setor produtivo nacional, com apoio do CAF (Banco de Desenvolvimento da América Latina) e parceria com o Ministério das Relações Exteriores (MRE) e o Foro Nacional da Mulher Empresária .
A missão busca ampliar a presença da indústria brasileira na região, fortalecer a integração econômica e impulsionar a cooperação com países latino-americanos e caribenhos. A abertura oficial da agenda ocorreu nesta terça-feira (27), com reunião entre os presidentes das federações industriais e o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira , seguida de encontro de boas-vindas no Panamá Convention Center.
O grupo, liderado por Paulo Afonso Ferreira, diretor da CNI e presidente emérito da Fieg, reforça o papel estratégico da indústria brasileira na América Latina. De acordo com ele, o Panamá é um parceiro estratégico para o Brasil e um ponto de conexão fundamental com a América Latina e o Caribe. “Essa missão foi desenhada para criar oportunidades concretas de negócios, ampliar o diálogo institucional e posicionar a nossa indústria em um ambiente competitivo e integrado.”
Também participa da comitiva o presidente da Fieg, André Rocha , que avalia a missão como uma oportunidade para posicionar melhor a indústria goiana e brasileira em mercados estratégicos. “O Panamá é um ponto de conexão com toda a América Latina e com os Estados Unidos. Queremos aproveitar essa rede para abrir portas, gerar negócios e defender uma agenda de competitividade para o setor produtivo”, afirmou.
A delegação brasileira conta ainda com lideranças de outras federações estaduais da indústria, como Jamal Bittar (Fibra), Cassiano Pereira (Fiepb), Carlos Henrique Passos (Fieb) e Roberto Serquiz Elias (Fiern), além da gerente de Comércio Exterior da CNI, Constanza Negri, e da vice-presidente do Foro Nacional da Mulher Empresária, Janete Vaz.
Programação
A programação contempla sessões com chefes de Estado, painéis temáticos sobre transformação digital, equidade de gênero e diplomacia regional, além de rodadas de negócios e reuniões com autoridades e entidades empresariais.
Um dos destaques será o lançamento da “Consulta Empresarial Women in Trade” para a América Latina e o Caribe , voltada à identificação de barreiras enfrentadas por mulheres empresárias e à formulação de políticas públicas de apoio à sua internacionalização.
Também está prevista a realização da reunião do Conselho Industrial do Mercosul (CIM), com publicação de uma Declaração Conjunta sobre as prioridades da indústria para a agenda interna e externa do bloco. A delegação brasileira defende ainda avanços nas negociações com o Panamá, incluindo um novo acordo comercial e a assinatura do Acordo de Cooperação e Facilitação de Investimentos (ACFI).
A CNI e as federações estaduais reafirmaram ao governo federal o compromisso de atuar em parceria na agenda de negociações comerciais, na implementação de acordos vigentes e na promoção da integração regional, incluindo o tratado Mercosul-União Europeia.