A Redação
Goiânia – Depois que imagens de câmeras de segurança de um condomínio em Goiânia se tornaram públicas, mostrando o momento em que a influenciadora digital Nayara da Conceição Brito, de 23 anos, foi sufocada pelo então namorado, Alcides Bortoli Antunes, de 35 anos, o empresário usou as redes sociais para se pronunciar e dizer que estava apenas segurando a mulher.
No vídeo, postado em seu perfil do Instagram, ele nega que agrediu e sufocou a influenciadora até que ela desmaiasse. Segundo o empresário, ela teria sido atacado anteriormente com arranhões e mordidas, tendo ainda os objetos do apartamento destruídos pela então namorada.
Em imagens divulgadas pelo empresário, é possível ver que, momentos antes, Nayara foi retirada à força da residência e levada até o elevador. Em seguida, ela é arrastada do elevador em direção à portaria.
A defesa de Alcides, Sara Barboza Meira, negou as agressões e afirmou que o casal mantinha um relacionamento eventual, “sem compromisso formal”, e que “o desentendimento ocorrido naquela data foi motivado por ciúmes da outra parte (Nayara)”. Sobre o vídeo, a advogada pontuou que foi o empresário “quem acionou a Polícia Militar, buscando preservar a integridade física de todos os envolvidos e evitar que os fatos tomassem proporções ainda maiores”.
O caso
A influenciadora falou publicamente sobre o episódio nesta segunda-feira, (26/1) em vídeo postado nos stories do Instagram. Nayara afirma que o vídeo veio a público após o ex-namorado processá-la por calúnia e difamação. Ela disse que a exposição do caso teve como objetivo alertar outras mulheres sobre a violência doméstica e relata impactos emocionais duradouros, inclusive para sua família. Ela também disse que enfrentou dificuldades no atendimento policial e o boletim de ocorrência só foi registrado no dia seguinte.
O caso ganhou repercussão após a divulgação dos vídeos, que registram Nayara sendo arrastada desacordada até a entrada do prédio. Segundo a influenciadora, a agressão aconteceu após ela descobrir uma traição e se recusar a deixar o apartamento durante a madrugada.
O caso segue em análise pelo Poder Judiciário, que avalia as versões apresentadas pelas partes.