Ludymila Siqueira
Goiânia – A volta às aulas marca o reencontro de pais e crianças com a rotina escolar após as férias de fim de ano. Entre cadernos, livros e outros materiais, há pontos que merecem atenção, como o peso excessivo e o modelo da mochila, já que escolhas inadequadas podem transformar esse item essencial em um risco à saúde e ao bem-estar dos estudantes.
A médica Renata Nunes, especialista em ortopedia pediátrica, afirma que as mochilas escolares podem ter até 10% do peso do corpo para serem carregadas nas costas. Em casos em que o peso ultrapassa esse limite, a profissional orienta o uso de mochila de rodinhas. “O modelo ideal deve ter duas alças ajustáveis, acolchoadas, com divisórias internas para distribuir o peso dos objetos”, detalhou, em entrevista à reportagem do jornal A Redação.
Renata explica que os cuidados devem ser redobrados a partir do momento em que a criança utiliza a mochila nas costas. Isso porque, segundo ela, o uso inadequado pode provocar dores nas costas e nos membros inferiores, além de deformidades na coluna, dificuldade de realização de atividades físicas e encurtamentos musculares.
A especialista orienta que se deve procurar um ortopedista pediátrico sempre que houver o mínimo sinal ou sintoma de problema na coluna. “Caso tenha dor, deformidade aparente nos ombros, escápulas ou bacia, dificuldade de realização de atividades físicas e dificuldade de alongamento”, arremata a médica Renata Nunes, do Einstein Goiânia.
