A Redação
Goiânia – O Tribunal de Contas dos Municípios (TCM-GO) decidiu, nesta terça-feira (14/1) reconsiderar a decisão de abril de 2024 e declarar a independência econômica da Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg) em relação à Prefeitura de Goiânia. Por 5 votos a 2, a Corte, porém, optou por trabalhar com um posicionamento provisório – que terá validade até o final de 2026, quando analisará as contas do Executivo e da companhia referentes ao fechamento deste ano. O parecer veio após sustentação oral do prefeito Sandro Mabel.
Na decisão de 2024, o TCM-GO levou em conta a situação de fragilidade financeira, incapacidade gerencial e ausência de mecanismos de regularização de passivos da Comurg, o que, segundo Mabel, não representa mais a realidade da companhia. Ao detalhar as ações realizadas durante seu primeiro ano de gestão, o chefe do Executivo municipal destacou, por exemplo, uma redução de R$ 189 milhões no custo fixo operacional da companhia, com desligamentos de funcionários, redefinição de regras para o quinquênio, cortes em cargos de diretoria e liderança, entre outras ações.
Mabel também destacou a negociação do passivo junto à Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), que saiu de R$ 2,227 bilhões, em 2024, para R$ 312 milhões, ao fim de 2025.
O prefeito ainda mostrou redução de R$ 520,4 milhões nos valores devidos em ações trabalhistas, cíveis e tributárias. “Estamos preparando a Comurg para que ela possa ser uma empresa de mercado e com sócios que vão ajudar a tomar conta dela. Essas confusões que existem hoje, de bagunça de corrupção, isso é coisa do passado. Foi um esforço muito grande e queremos dar vida longa para a Comurg”, disse Mabel.
