A Redação
Goiânia – Atendendo a demandas registradas no âmbito do Projeto Cidade Segura, a Prefeitura de Goiânia, por meio da Agência de Regulação (AR), atendeu a 323 solicitações da população para a retirada de fios soltos ou caídos em vias públicas da capital. Desde outubro de 2025, quando foi retomada, a iniciativa já resultou na remoção de mais de 30 toneladas de fiação. É o que aponta um relatório divulgado nesta terça-feira (13/1) pelo Ministério Público do Estado de Goiás (MPGO).
A iniciativa, idealizada pela 8ª Promotoria de Justiça de Goiânia, tem como objetivo organizar e remover cabos irregulares ou inutilizados instalados nos postes da cidade, consolidando-se como uma política pública permanente. Na prática, o projeto é executado em parceria com o município de Goiânia, a Equatorial Goiás e empresas de telecomunicações.
A necessidade de intervenção surgiu diante do aumento expressivo da fiação de telecomunicações nas vias urbanas, impulsionado pela expansão da banda larga e pela multiplicação de empresas do setor. Parte dessa infraestrutura tornou-se obsoleta, acumulando fios metálicos antigos e abandonados, que representam riscos à população e contribuem para a poluição visual.
Importância das denúncias
Idealizado em 2023 pelo promotor de Justiça Carlos Alexandre Marques, então titular da 8ª Promotoria de Justiça de Goiânia e atualmente afastado para o exercício da função de promotor corregedor, o projeto é atualmente conduzido pela promotora de Justiça Alice de Almeida Freire, que atua em substituição na 8ª PJ de Goiânia. Ela destaca que a denúncia da existência de fios soltos nas ruas é fundamental para ampliar o alcance do trabalho e garantir mais segurança à população. Para isso, basta encaminhar foto e endereço para o número (62) 3416-2653. A solicitação será direcionada às equipes da Prefeitura.
As denúncias auxiliam na identificação de situações que nem sempre são detectadas pelas equipes em campo. Após a retirada, os fios são encaminhados à Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana (Seinfra), onde recebem destinação ambientalmente adequada.
