Catherine Moraes
Um pedido de extorsão fracassado terminou na prisão de Júnio Sérgio Costa Pereira e do advogado Joaquim Alvez Bastos Filho, que pagou fiança e foi liberado. Os dois são suspeitos de tentar extorquir cerca de R$ 1,8 milhão de uma empresa que atua no ramo de abate de frangos no Estado. A justificativa para o crime era uma filmagem interna da empresa que estava em posse dos suspeitos. O caso é investigado pela Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic).
Júnio se apresentava como ‘Marcos Jornalista’ e desde junho chantageava o dono do frigorífico com imagens que o dono não queria que fossem publicadas. De acordo com o delegado Carlos Douglas Pinto, que investiga o caso, as imagens inicialmente não mostram nenhum crime, mas ainda assim serão enviadas à Vigilância Sanitária para melhor apuração.
Em agosto, o advogado da empresa entrou em contato com a delegacia e registrou a extorção. Desde então as investigações tiveram início. No último domingo (14/9), foi marcado um encontro para entrega de R$ 1 milhão, valor final combinado. Os policiais se disfarçaram e conheceram os supostos chantagista. A residência era do advogado Joaquim que também foi encaminhado à delegacia.
O advogado entrou com pedido de fiança e foi liberado já que possui emprego fixo, é réu primário e o crime não é hediondo. O caso se encaixa nos requisitos do Código de Processos Civis e ele vai responder em liberdade. Júnio Sérgio permanece detido na Deic.