A Redação
Goiânia – O Ministério Público de Goiás (MPGO), por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Goiatuba, ofereceu denúncia criminal contra um policial militar acusado de cometer crimes sexuais contra três adolescentes, com idades entre 13 e 15 anos. Os crimes teriam ocorrido em março de 2025.
Segundo a denúncia, o policial militar teria aliciado as adolescentes para prostituição mediante pagamento em dinheiro. Conforme apurado, ele conhecia uma das menores por ter mantido relacionamento afetivo com uma familiar dela. Por meio de mensagens trocadas pela internet durante a madrugada, o acusado combinou que manteria relações sexuais com uma das adolescentes em troca de R$ 250, e que as outras duas amigas também participariam.
O que diz o MPGO
O MPGO aponta que, pela manhã, o policial teria buscado as três menores de carro, comprado bebidas alcoólicas para elas em um supermercado e as conduzido a um motel. No estabelecimento, conforme a denúncia, ele praticou conjunção carnal com uma das vítimas, de 13 anos, e registrou as relações sexuais em vídeo. O acusado ainda teria corrompido as outras duas adolescentes a também filmarem os atos. Em seguida, praticou atos libidinosos com outra vítima, também de 13 anos, e manteve conjunção carnal com a terceira adolescente, de 15 anos.
A investigação aponta ainda que as garotas consumiram as bebidas alcoólicas adquiridas pelo policial. Após deixar o motel, ele teria levado as adolescentes a uma sorveteria e, ao retornar à residência de uma delas, entregou a quantia de R$ 250, que foi dividida entre as amigas.
Duas das gravações foram compartilhadas com terceiros e chegaram ao conhecimento da mãe de uma das vítimas, que encaminhou a denúncia ao Conselho Tutelar. Além dos crimes sexuais, o MPGO aponta que, em maio de 2025, o policial teria se dirigido à casa de uma familiar de uma das vítimas, onde atribuiu a si mesmo falsa identidade, passando-se por agente da Polícia Civil para obter informações sobre eventual investigação.
Lista de crimes
O acusado foi denunciado pela prática de estupro de vulnerável (por duas vezes), favorecimento da prostituição ou de outra forma de exploração sexual de criança ou adolescente (por três vezes), falsa identidade, produção de cena de sexo explícito envolvendo criança ou adolescente, corrupção de menores (por três vezes) e fornecimento de bebida alcoólica a criança ou adolescente (por duas vezes).
O promotor de Justiça Pedro Henrique Silva Barbosa requereu o afastamento cautelar do policial militar de todas as funções operacionais e administrativas na Polícia Militar do Estado de Goiás, a proibição de porte e uso de armamento funcional, com recolhimento de armas, munições e identificação funcional, além da proibição de aproximação e contato com as vítimas, seus familiares e testemunhas por qualquer meio. O MPGO também solicitou que o acusado seja condenado a pagar indenização por danos materiais e morais no valor de R$ 5 mil a cada uma das três vítimas.
O caso tramita em segredo de Justiça na 1ª Vara Criminal de Goiatuba. Em razão do sigilo processual e para preservar a identidade das vítimas, os nomes das envolvidas e do acusado não serão divulgados.
