São Paulo – Os depoimentos prestados à Polícia Federal (PF) pelo dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e pelo ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, já apresentaram informações contraditórias, segundo apurou o Estadão/Broadcast. Isso indica que uma acareação (confronto de versões) pode ser necessária para esclarecer os fatos.
A PF colhe os depoimentos de forma presencial em uma sala no Supremo Tribunal Federal (STF). A oitiva de Vorcaro durou cerca de 3h e agora a delegada responsável pelo caso, Janaína Palazzo, ouve Costa. Em seguida, será a vez do diretor de Fiscalização do Banco Central (BC), Ailton de Aquino Santos – o único dos três que não é investigado.
Inicialmente, o relator do processo, Dias Toffoli, havia determinado a realização da acareação antes mesmo da coleta dos depoimentos. Ontem, o Supremo informou que a acareação só será feita se a delegada da PF avaliar que há contradições entre as versões apresentadas. Na acareação, os depoentes são colocados frente a frente para que suas falas sejam confrontadas.
Vorcaro e Costa são investigados pela PF por irregularidades na venda de falsas carteiras de crédito consignado do Banco Master para o BRB por R$ 12,2 bilhões. Já Aquino, que não é investigado, é o diretor que recomendou o voto pela liquidação do banco para a diretoria colegiada do Banco Central.
Também foi ele, junto com o presidente do BC, Gabriel Galípolo, quem informou o Ministério Público sobre os indícios de fraude encontrados no banco. O BC decretou a liquidação do Master em 18 de novembro.
O dono do Master chegou a ser preso preventivamente em 17 de novembro, mas foi solto com tornozeleira eletrônica no dia 29 do mesmo mês após receber um habeas corpus. Costa foi afastado da presidência do BRB por decisão judicial. (Agência Estado)
