Taíssa Queiroz
Goiânia – A coordenadora do Goiás Social, primeira-dama Gracinha Caiado, inaugurou o primeiro Banco Vermelho pelo fim da violência contra a mulher, nesta quinta-feira (4/12), em Goiânia. O objetivo da iniciativa é conscientizar e alertar a população sobre o feminicídio. Atualmente, 13 estados possuem bancos gigantes, além de uma estrutura física no Senado Federal.
“É um momento extremamente importante a inauguração desse banco, que nos faz refletir sobre o feminicídio. Isso não pode mais acontecer. Pedimos às mulheres que denunciem, afinal é um assunto muito triste que leva todos nós a fazer uma reflexão de como nós não conseguimos fazer com que isso pare de acontecer no Estado e no Brasil”, afirmou a primeira-dama.
Na cerimônia de inauguração, realizada na Praça Cívica, em frente ao Palácio das Esmeraldas, Gracinha afirmou que o objetivo do banco é poder deixar um recado para a população e mostrar também a importância de denunciar. “Sem dúvida nenhuma, a gente pede para que a população faça uma reflexão, que às vezes a mulher que está ali na sua casa, está sofrida e não tem coragem de denunciar. A gente pede a elas que denunciem. Se todos ajudarem, podemos combater esse mal”, finalizou.
“Esse banco é gigante porque é um problema realmente grande no nosso País, onde as mulheres estão sofrendo diariamente. Se seis em seis horas uma mulher sofre feminicídio no Brasil. Então, isso é um dado relevante. Esse banco faz um chamamento”, afirmou o secretario Wellington Matos.
O Banco Vermelho foi adotado como símbolo do sangue derramado pelas vítimas de feminicídio. Em 2024, tornou-se lei federal (Lei 14.942/2024), que prevê a sua instalação em locais públicos com grande circulação de pessoas. Um dos principais propósitos dessa ação é chamar a atenção para a causa das mulheres com o uso de um objeto chamativo que convida para o registro e compartilhamento da ação, levando a pauta da violência para além de grupos específicos. O equipamento acompanha placa fixa que contém informações sobre tipos de violência, prevenção, programas desenvolvidos pelo governo estadual e canais de denúncia.
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