Cleomar Almeida
O prefeito Paulo Garcia disse, nesta quarta-feira (7/9), durante solenidade de comemoração ao dia da independência, que ainda não recebeu nenhum pedido do Sindicato dos Médicos de Goiás (Simego) para assumir as negociações e por fim à greve de médicos credenciados na rede municipal de saúde, iniciada em 24 de agosto. “Não foi solicitada nenhuma reunião comigo”, disse.
Conforme mostrou a reportagem do jornal A Redação, a falta de acordo piora cada vez mais o atendimento prestado em postos de saúde vinculados ao município e, mesmo diante deste agravamento, o prefeito, que é médico neurologista, demonstrou apenas tentativa de apaziguar o imbróglio. “Eu imagino que o secretário municipal de Saúde [Elias Rassi] tem toda qualificação para promover o diálogo. E tenho certeza que a responsabilidade que nos move, principalmente a nós médicos, vai fazer com que todos assumamos todas as nossas responsabilidades”, afirmou.
Diretor de comunicação do Simego, Robson Azevedo alegou que um ofício com pedido de audiência foi enviado, na tarde de terça-feira (6/9), ao prefeito. Segundo ele, há mais otimismo para as negociações com Paulo Garcia, que, segundo expectativa, pode apresentar uma proposta que atenda à categoria. “Temos esperança porque o prefeito é medico e age com mais sensibilidade, além de conhecer melhor os anseios dos profissionais”, explicou.
O Centro de Apoio à Saúde do Ministério Público avalia como “inoportuna” a paralisação de atendimentos ambulatoriais e de 50% dos serviços de urgência e emergência. Caso o Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO) decida pela ilegalidade do movimento, a SMS informou que vai tomar as devidas medidas administrativas em relação aos médicos. Se não houver algum passo adiante para solucionar o caso, tanto a categoria quanto o poder público devem continuar violando o direito à saúde.