Cleomar Almeida
A paralisação dos médicos credenciados à rede municipal de saúde deve durar pelo menos mais uma semana. A decisão foi tomada na noite desta segunda-feira (5/9), durante assembleia geral para definir os rumos do movimento, na sede do Conselho Regional de Medicina (Cremego), em Goiânia. O movimento foi iniciado em 24 de agosto e conta com adesão de pelo menos 1.200 profissionais.
Diretor de comunicação do Sindicato dos Médicos do Estado (Simego), Robson Azevedo disse que as negociações com o secretário municipal de Saúde de Goiânia, Elias Rassi Neto, não avançaram. Segundo o diretor, os profissionais reivindicam aumento salarial e são contra o formato de agendamento de consultas implantado em junho pela secretaria.
Azevedo explicou que, muitas vezes, o paciente não chega no horário marcado porque necessita do transporte público para se locomover e, enquanto isso, os médicos não podem atender outra pessoa, já que o horário é reservado. “Os médicos precisam de um prazo curto para ver se o remédio fez o efeito esperado, mas o sistema marca o retorno para dois ou três meses depois”, criticou.
Outra reunião está prevista para a próxima segunda-feira (12/9), no mesmo local, onde a categoria deve discutir, novamente, a permanência da greve e analisar as possíveis propostas. A reportagem do jornal A Redação ligou para o secretário Elias Rassi, mas não obteve retorno.