A Redação
Goiânia – O Hospital de Câncer Araújo Jorge (HAJ) revelou que corre o risco de interromper diversos atendimentos, como quimioterapia e cirurgias, devido aos atrasos nos repasses municipais feitos pela Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia (SMS). A instituição afirma que o valor devido é de quase R$ 45,5 milhões sem considerar juros e correção monetária.
Segundo o presidente da Associação de Combate ao Câncer em Goiás (ACCG), Alexandre Meneghini, o não repasse dos recursos ameaça a continuidade dos tratamentos e eleva os riscos de uma paralisação completa das atividades. “Temos trabalhado com afinco e implementado medidas para reduzir os impactos decorrentes desses atrasos. É essencial que os valores pendentes sejam liberados urgentemente para prevenir um colapso nos serviços prestados”, alerta.
O HAJ é contratualizado com a Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia e o serviço prestado representa quase 90% da receita da Instituição. O hospital também declara que os atrasos começaram há três anos e que já fez diversas solicitações e reuniões com a prefeitura para regularizar a situação.
A dívida da Prefeitura com o Araújo Jorge é referente à produção dos meses de maio e junho, a emendas parlamentares, a processos administrativos, piso de enfermagem julho, diferenças no piso de enfermagem, a recursos pendentes da Portaria GM/MS Nº 443, de 3 de abril de 2023, e da Portaria nº 97 (Programa Hospitais Sustentáveis).
A reportagem do jornal A Redação entrou em contato com a SMS para obter um posicionamento sobre esta situação, que retornou com a seguinte nota: “A Secretaria Municipal de Saúde esclarece que tem se empenhado para realizar os pagamentos e eles estão ocorrendo dentro das condições do município e no tempo adequado. Hoje será realizado mais um repasse ao hospital”.
Como ocorrem os repasses
A União, via Fundo Nacional de Saúde, efetua os repasses com regularidade ao Fundo Municipal de Saúde de Goiânia. Porém, o repasse para o Hospital de Câncer Araújo Jorge tem uma média de 40 dias de atraso, afirma a instituição.
Além disso, o hospital estaria enfrentando atrasos maiores para alguns recursos, como de algumas emendas parlamentares federais do ano de 2023, as quais foram repassadas à SMS e ainda não foram recebidas pela instituição.
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