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Equatorial Goiás fica em último lugar em ranking de qualidade da Aneel

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17.03.2024 - 14:31:15

Brasília – A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) divulgou o ranking de avaliação de grandes distribuidoras de energia. As companhias são avaliadas com base no tempo médio em que cada unidade consumidora ficou sem energia e no número médio de interrupções ocorridas. Cada empresa tem uma meta estabelecida pela agência reguladora, que avalia se os critérios foram cumpridos.
 
Somente as distribuidoras com mais de 400 mil consumidores foram avaliadas. Em 2023, a companhia mais bem avaliada foi a CPFL Santa Cruz, que atua no interior de São Paulo. A concessionária com pior avaliação foi a Equatorial Goiás.
 
Apesar de grandes apagões provocados por tempestades no ano passado, como em São Paulo e no Rio Grande do Sul, o brasileiro ficou, em média, menos tempo sem energia em 2023. Segundo levantamento da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o consumidor ficou 10,4 horas sem eletricidade no ano passado, com cinco cortes de fornecimento no ano.
 
O levantamento representa dado médio, tempo e número de eventos de interrupções divididos pelo total de consumidores. Em 2022, o brasileiro ficou 11,2 horas sem energia, com 5,47 cortes de fornecimento, em média, para cada um.
 
Segundo a agência, houve melhora na qualidade de prestação do serviço entre 2022 e 2023, com redução no tempo médio e na frequência das quedas de energia.
 
Mesmo com a redução do tempo sem eletricidade, as distribuidoras com níveis altos de interrupção de energia pagaram mais compensações à Aneel no ano passado. Em 2023, as concessionárias pagaram R$ 1,08 bilhão à agência reguladora, contra R$ 765 milhões em 2022.
 
As compensações são pagas por meio de descontos na conta da luz. Segundo a Aneel, o aumento é consequência do aperfeiçoamento das regras de compensação para destinar mais valores a consumidores com “piores níveis de continuidade”.
 
Confira o ranking da Aneel, da melhor para a pior classificação. Em alguns casos, houve empate:
 
•    1: CPFL Santa Cruz;
 
•    2: Equatorial Pará;
 
•    3: Cosern;
 
•    3: Energisa Sul-Sudeste;
 
•    5: Energisa Tocantins;
 
•    5: EDP Espírito Santo;
 
•    5: Energisa Paraíba;
 
•    8: Energisa Minas Rio;
 
•    9: CPFL Piratininga;
 
•    9: RGE;
 
•    11: Energisa Mato Grosso;
 
•    12: EDP SP;
 
•    13: CPFL Paulista;
 
•    13: Energisa Mato Grosso do Sul;
 
•    15: Energisa Sergipe;
 
•    15: Coelba;
 
•    17: Light;
 
•    18: Celpe;
 
•    18: Elektro;
 
•    18: Enel CE;
 
•    21: Enel SP;
 
•    21: Enel RJ;
 
•    21: Equatorial MA;
 
•    24: Celesc;
 
•    25: Copel;
 
•    27: Neoenergia Brasília;
 
•    28: CEEE Equatorial;
 
•    29: Equatorial Goiás.

Resposta
Por meio de nota, a Equatorial Goiás destacou que "trabalha constantemente para elevar os padrões de qualidade no fornecimento de suas concessões" e salientou que foram feitos investimentos em Goiás no valor de R$ 1,8 bilhão. Leia a nota completa abaixo:

O Grupo Equatorial Energia trabalha constantemente para elevar os padrões de qualidade no fornecimento de suas concessões, com melhoria de processos e investimentos em confiabilidade da rede de distribuição e tecnologia.
 
O modelo de gestão diferenciado da Equatorial vem sendo aplicado com sucesso nos estados onde está presente, implementando sua experiência na recuperação de ativos e no avanço da qualidade dos serviços.
 
No caso da Equatorial Goiás, logo no início da operação, em dezembro de 2022, a companhia anunciou a reconstrução do sistema elétrico do estado e apresentou um plano de ações e investimentos, com foco na melhoria de distribuição de energia, no desenvolvimento do estado e no atendimento à demanda reprimida. Tudo isso diante da realidade de uma rede defasada, majoritariamente monofásica e 40% dos transformadores sobrecarregados, cenário agravado pela maior onda de calor dos últimos 120 anos.
 
Para robustecer o sistema elétrico de Goiás foram investidos R$ 1,8 bilhão na área de concessão somente de janeiro a setembro de 2023. A companhia entregou quatro novas subestações, modernizou e ampliou 161 unidades; construiu cinco novas linhas de distribuição de alta tensão, além da recapacitação (reforma) de outras quatro. Para 2024, está entre os principais objetivos da Equatorial aumentar em 36% as manutenções preventivas em todo o estado. Também estão previstas novas obras, com destaque para a nova subestação JK-Jataí e Pirenópolis, além da ampliação e modernização de outras 97 subestações. Todo esse trabalho pode ser acompanhado em tempo real no site do Trabalhômetro: https://trabalhometro-equatorialgo.com.br/.
 
Com relação à CEEE Equatorial, o Grupo Equatorial Energia tem o compromisso de melhorar continuamente os serviços prestados aos 72 municípios ou 1,8 milhão de clientes da companhia. Desde a entrada na concessão, em 2021, já foram aplicados pela CEEE Equatorial R$ 1,7 bilhão em modernizações, ampliações e construções de novas estruturas do sistema elétrico. Essas ações demandam um tempo para produzir os resultados, e a expectativa é de melhoria nos indicadores nos próximos anos. Vale destacar que, desde o ano passado, o Rio Grande do Sul vem enfrentando uma série de eventos climáticos extremos, que danificaram a rede elétrica e impactaram diretamente o fornecimento de energia em toda área de concessão, além do andamento do cronograma de obras na região. Em setembro de 2023, especificamente, o estado enfrentou chuvas acima da média e cheias históricas, inclusive em Porto Alegre, que teve o mês mais chuvoso desde que é feita a medição pluvial na capital gaúcha, em 1916.
 
Ainda assim, em relação ao ranking da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para distribuidoras acima de 400 mil clientes, a própria Agência Reguladora destacou que a qualidade dos serviços de distribuição de energia elétrica melhorou no ano passado em comparação com o ano de 2022, conforme apontam os indicadores DEC e FEC apurados pela Aneel, reiterando a busca para que as distribuidoras ofereçam sempre serviço de melhor qualidade para os consumidores.
 
Por fim, a Equatorial Energia acredita que, a experiência do Grupo na melhoria dos seus resultados de desempenho nas outras concessões, a exemplo da Equatorial Pará que, já ocupou a última posição nesse mesmo ranking e, hoje, conquistou o segundo lugar entre as melhores distribuidoras de grande porte no Brasil, fará com que a Equatorial Goiás e CEEE Equatorial, concessões recém-adquiridas, também apresentem resultados positivos nos próximos anos.

 
Leia mais
Equatorial apresenta balanço com R$ 1,85 bilhão em investimentos em 2023

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por José Abrão

*José Abrão é jornalista, mestre em Performances Culturais pela Faculdade de Ciências Sociais da UFG e doutorando em Comunicação pela Faculdade de Informação e Comunicação da UFG

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