Cleomar Almeida
Por falta de proposta de reajuste salarial, médicos credenciados à rede pública de Goiânia continuam em greve, iniciada na quarta-feira da semana passada (dia 24). A decisão, por maioria de votos, foi tomada no fim da noite desta quarta-feira (31/8), em assembleia geral para definir os rumos do movimento e o atendimento de procedimentos eletivos nos postos de saúde da capital, na sede do Conselho Regional de Medicina (Cremego), no setor Bueno.
Presidente do Sindicato dos Médicos do Estado (Simego) Leonardo Mariano Reis disse que o secretário municipal de Saúde de Goiânia, Elias Rassi Neto, se equivocou ao dizer que o vencimento mínimo dos médicos é de R$ 3.600. Segundo Reis, há profissionais da categoria que recebem apenas R$ 2.500. “Houve um descompasso de informações”, afirmou Reis.Na sexta-feira da semana passada, Elias Rassi chegou a se reunir com os médicos e ofereceu como contraproposta maior participação dos médicos na administração das unidades de saúde. No entanto, reinvindicações salarias não foram acatadas.
De acordo com Reis, alguns médicos votaram pelo fim da greve, alegando que estão sofrendo ameaças de demissão por parte dos gestores e até represália de alguns usuários do serviço. Segundo informado, outra reunião está prevista para a próxima sexta-feira (2/9), no mesmo local, onde deve ser discutida, novamente, a permanência da greve e analisadas as possíveis propostas que surgirem.