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O que é importante para você neste novo ano?

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15.01.2024 - 11:13:47
Com as retrospectivas vividas no final do ano que se encerrou, renovamos as metas para o novo ano. Ultimamente, uma consciência coletiva tem me chamado mais atenção do que as promessas anuais de alcançar melhor qualidade de vida. O contexto social tem ecoado a necessidade de um balanço sobre como estamos vivendo enquanto sociedade.
 
Em 11 de março de 2020, a Covid-19 foi caracterizada pela OMS como uma pandemia. Quase sete milhões de pessoas morreram no mundo segundo dados da Organização Mundial da Saúde. Além das mortes, a pandemia deixou grandes sequelas sociais e psicológicas as quais interferiram nas relações sociais, confinamentos, luto coletivo, medo e solidão. Em 24 de fevereiro de 2022, a Rússia invade a Ucrânia. Uma guerra que tem grande repercussão política/econômica com cerca de 200 mil mortos segundo divulgado pela BBC News Brasil e dados levantados pelo jornal The New York Times, cidades destruídas e imigrantes buscando refúgio. Em 07 de outubro de 2023, o grupo extremista Hamas faz um ataque surpresa ao Estado de Israel, abrindo um precedente histórico nos conflitos já existentes na região, inundando os telejornais com pilhas de corpos de crianças e civis mortos. No Brasil não havia uma guerra declarada, não de forma armada, mas as eleições de 2022 suscitaram um embate social revestido por discursos de ódio que geraram grandes tensões sociais, atos de violência que permeava até mesmo as relações sociofamiliares. Desta forma, ao olhar para tudo isso, penso naqueles que só estão lutando para sobreviver mais um ano e lamento que seja assim.
 
Apesar do cenário de pandemia ter se amenizado neste último ano de 2023, os surgimentos de guerras dão continuidade a um histórico de mortes trágicas e o sentimento de perda se estende até hoje. As pessoas lutam para se adaptar com a ausência de entes queridos e lidar com as consequências trazidas pelas perdas. O mal da Covid-19 é diferente do mal das guerras, o vírus causador da doença não foi intencional ao que se sabe, mas, uma guerra não gera dúvidas sobre sua intenção de violência, destruição e morte. Isso torna essa perspectiva assustadora. Como em um curto período de tempo após uma luta tão devastadora contra a Covid-19 travada em todo o mundo, surgem duas guerras? Isso denuncia nossa ainda precária capacidade de valorização a vida.
 
É preciso uma autorreflexão sobre a história que estamos escrevendo e como essa geração gostaria de ser lembrada. Estamos evoluindo em tecnologia de forma exponencial. Nossa humanidade também deve acompanhar essa evolução, quem somos enquanto pessoas e o que estamos ensinando às próximas gerações a valorizarem?
 
Entre os projetos de emagrecimento, exercícios físicos, conquistas materiais e metas profissionais, te provoco a colocar como meta para este ano a busca por uma humanidade empática, aquela que tem a ver com amor fraternal e respeito mútuo, aquela que dá liberdade ao outro de ser e ter suas próprias crenças, aquela que te faz chorar com os que choram e se alegrar com os que se alegram, aquela que valoriza a vida do outro e a sua própria. São essas coisas que espero que estejam como prioridade na sua lista de realizações pessoais para este ano.
 
Não podemos esquecer que as pessoas são as que fazem o mundo funcionar e as relações entre essas pessoas é o que mantem a sociedade, e como consequência, a saúde destas relações é o que reflete o futuro da humanidade. Que sejamos pessoas melhores para termos um mundo melhor!
 
*Apoliana Pereira da Silva é psicóloga organizacional na Seção de Recrutamento e Seleção do Sesc e Senac Goiás, graduada em História. 
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por Apoliana Pereira Da Silva

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