Adriana Marinelli
Goiânia – Uma operação deflagrada nesta quarta-feira (4/10) pela Polícia Federal (PF) mira pessoas em Goiás e outros Estados ligadas a fraudes para recebimento do seguro-desemprego, benefício pago pelo governo federal que tem a finalidade de garantir assistência financeira temporária ao trabalhador dispensado involuntariamente. De acordo com a PF, foram confirmados cerca de 12 mil requerimentos de seguro-desemprego fraudados, resultando em um prejuízo de mais de R$ 11 milhões aos cofres públicos
Os policiais federais que integram a Operação RedeX cumprem 21 mandados judiciais expedidos pela 5ª Vara Federal Criminal de Goiânia, sendo 7 mandados de prisão preventiva, 1 mandado de prisão temporária e 13 mandados de busca e apreensão nas cidades de Jataí (GO), Cuiabá (MT), Sinop (MT), Macapá (AP), Parauapebas (PA), Redenção(PA) e São Luís (MA).
As investigações tiveram início em outubro de 2022, depois que a área de inteligência trabalhista do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) identificou a liberação irregular de inúmeros benefícios do seguro-desemprego, com a participação de servidores públicos e pessoas localizadas em diversas Unidades da Federação.
O modo de agir do grupo criminoso consistia no recrutamento de servidores públicos vinculados ao Sistema Nacional de Emprego (SINE), com promessa e pagamento de vantagens indevidas para que esses agentes públicos incluíssem informações falsas no sistema do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) ou emprestassem suas senhas para que outras pessoas o fizessem. A partir daí, parcelas indevidas do benefício eram pagas a pessoas que repassavam parte do valor recebido indevidamente aos orquestradores do esquema criminoso.
Estima-se que o prejuízo evitado, com a neutralização da atividade criminosa, seja de mais R$ 7,2 milhões, conforme divulgado pela polícia. Os crimes sob apuração são os de estelionato, corrupção ativa, inserção de dados falsos em sistema de informações e associação criminosa.