José Cácio Jünior
Personagem de uma divisão no Democratas desde quando o partido era chamado de PFL pela sua ligação com o governador Marconi Perillo (PSDB), o secretário estadual da Casa Civil Vilmar Rocha admite que o PSD pode caminhar junto com o DEM na eleição de 2012. Futuro presidente do partido em Goiás, Vilmar conta que as alianças não terão nenhum tipo de restrição. Mesmo com uma das legendas que mais trabalhou contra a criação do PSD.
"Se depender de nós vai ter aliança com o DEM", resume Vilmar Rocha, citando uma das primeiras resoluções nacionais votadas durante as discussões acerca do PSD, que permite "total independência" para os integrantes do partido definir coligações em 2012 e 2014. A princípio, uma possível composição DEM-PSD deve acontecer somente nos maiores municípios goianos pela necessidade de uma ampla base para eleger os candidatos. "Não terá preconceito e restrição a nenhum tipo de aliança. A prioridade é coligar com os partidos da base estadual. Mas o PSD pode formar chapa com o PSol, PMDB, PT. Não terá problema algum."
A saída de Vilmar Rocha do DEM foi o rompimento oficial com o deputado federal Ronaldo Caiado, um dos principais críticos do PSD. Vilmar era um dos principais defensores de aliança com Marconi em 2012. E Caiado aceitou, contra sua própria vontade, a decisão do partido de coligar com o PSDB. Para isso indicou o vice-governador José Eliton (DEM).
Filiação
Antes de discutir alianças, o PSD prepara a filiação de integrantes depois de ter conseguido o registro pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Vilmar Rocha se reuniu neste sábado (27/8) com políticos do interior para orientar sobre a formação dos diretórios municipais e chapas. A prioridade é filiar pessoas que serão candidatos a prefeito e vereador em 2012. "É para já discutirmos as composições, como ficam essas questões no interior", explica Vilmar.
Em Goiânia, o vereador Virmondes Cruvinel (sem partido) e o deputado federal Armadno Vergílio (de saída do PMN) ficaram encarregados de organizar o diretório municipal e articular a formação das alianças. O partido espera eleger cinco vereadores na Capital e 55 prefeitos em Goiás.
Mesmo com o aval do TRE goiano, muitos políticos ainda estão inseguros se o PSD é a melhor opção. Vilmar Rocha acredita que o temor acabará quando o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deferir o pedido de criação do diretório nacional da legenda. Prefeitos e vereadores poderiam ficar sem legenda para disputar a eleição ano que vem. "Vamos fazer uma grande reunião em Goiás quando sair o registro nacional do partido, que acreditamos ficar pronto até o dia 15 de setembro."
Além de Goiás, o TRE de Santa Catarina também liberou o pedido de formação do diretório do partido. Faltam sete para completar os nove que a Justiça Eleitoral exige para a existência da sigla em todo o Brasil. Vilmar Rocha acredita que os outros registros devem sair nesta semana, já que apenas no Rio Grande do Sul o partido não tinha definido a comissão provisória estadual.