Jales Naves
Especial para o jornal A Redação
Goiânia – A Companhia Express'arte, o Museu da Memória de Goyaz, a musicista Andréa Luísa Teixeira e o cineasta Lázaro Ribeiro apresentam neste sábado, dia 29, às 19h30, no Cine Teatro São Joaquim, em comemoração à semana do 296° aniversário da Cidade de Goiás, o espetáculo Museu, Música & Memória. Trata-se de um estilo de apresentação que remonta à época das orquestras de cinema na cidade, um espetáculo cheio de boas memórias da velha capital, reunindo projeções e um concerto de músicas goianas dos séculos XIX e XX.
Neste espetáculo, busca-se homenagear os músicos da cidade de Goiás, “que contribuíram com seu trabalho para a manutenção da cultura vilaboense e goiana”; relembrar o passado da cidade por meio de fotografias, filmes e música; salvaguardar músicas antigas de compositores vilaboenses; e oferecer à cidade de Goiás um espetáculo que eleve sua história e reafirme o título de capital cultural.
O antigo Teatro São Joaquim, casa de diversões que tantos espetáculos recebia, abrigou também o cinema, em 1909. As projeções cinematográficas impactaram essa comunidade de forma decisiva, moldando-a culturalmente e modificando gostos e hábitos no sertão goiano. A experiência multicultural do passado tem seus ecos na comunidade vilaboense atual. O gosto pela música e pelas artes, que torna Goiás a capital cultural do estado, “decerto também revela a influência desta tradição musical que herdamos”.
A direção musical é da pianista e flautista Andréa Luisa Teixeira e a direção artística é do cineasta Lázaro Ribeiro. Vão se apresentar os músicos Andréa Teixeira, piano e flauta; Euler Amorim, bandolim; Felipe Valoz, violão; Luciano Pontes, violino; Luís Carlos Furtado, flauta; Robervaldo Linhares Rosa, piano; e Tonico Cardoso, trompete.

Pianista e flautista Andréa Luisa Teixeira (Foto: divulgação)
PROGRAMA MUSICAL
1 – PRIMEIRO AMOR (MARCHA)
Joaquim Edison de Camargo e lamerô. Arranjo: Bidú.
2 – GOIANINHA (FOXTROTE-RUMBA)
Joaquim Edison de Camargo e lamerô.
3 – CIRCE (VALSA)
Plínio de Camargo.
4 – LEMBRANÇA DE GOYAZ (VALSA)
Joaquim Edison de Camargo e Castello Netto. Arranjo: Bidú.
5 – MINHA BONECA DE MARFIM (MARCHA)
João Ribeiro e lamerô. Arranjo: Bidú.
6 – FOI CASTIGO (MARCHA)
João Ribeiro e lamerô.
7 – SEI LÁ SE É (MARCHA)
João Ribeiro e lamerô.
8 – VOCÊ ESTÁ FICANDO DIFERENTE (FOX)
João Ribeiro e lamerô.
9 – MEU CIÚME (SAMBA)
João Ribeiro e lamerô. Arranjo: Bidú.
10 – GOIANDIRA (VALSA)
Autor desconhecido.
11 – SERRA DOURADA
Pedro Valentim Marques.
12 – VENENO (MARCHA)
João Ribeiro e lamerô.
ANDRÉA LUÍSA TEIXEIRA – PIANO E FLAUTA
ANDRÉA LUÍSA TEIXEIRA é doutoranda em Ciências Musicais pela UniNova, de Lisboa, e Mestre em Musicologia pelo CBM-RJ. Ganhadora de 18 prêmios em concursos nacionais e internacionais de piano, como o 1° lugar no Concurso Nacional Villa-Lobos em São Paulo e o terceiro lugar na categoria Excellence-Professional em Hyère, França. Recebeu o Prêmio Internacional Gala da Lusofonia como personalidade da Música em Lisboa. Divulga a música brasileira há 25 anos em países da Europa, Américas e Ásia.
Idealizadora do Projeto Sons do Cerrado, com 13 volumes de CD's publicados. Foi eleita pelo Estado de Goiás para o Plano Nacional de Política Cultural, do Ministério da Cultura (2015-2017). É pianista e pesquisadora da Escola de Música e Artes Cênicas da Universidade Federal de Goiás desde 1993. Coordenou o Centro de Folclore e História Cultural da PUC-GO. Autora do livro “A Densidade do Próprio da Folia de Reis” e co-autora, com Rodrigo Toffolo, do livro “Missa Conga: O Congado Verde e Branco e a Orquestra Ouro Preto”.
EULER DE AMORIM JÚNIOR (EULINHO) nasceu na cidade de Goiás em fevereiro de 1947. Filho de Eleusa e Euler de Amorim, casou-se com Marta Molinari, tendo os filhos Euler (Óiler) e Elane e os netos Bianca, Sara, Gabriel e Estela. Estudou no Grupo Escolar Manoel Caiado, Lyceo de Goyaz, Colégio Sant'Ana, Faculdade de Direito da UFG e na Universidade de São Paulo, onde concluiu mestrado em Ciência da Comunicação.
Estudou música com Maestro Oscarlino, Geraldo Amaral, Elizabeth Carramaski, Othaniel Alcântara, Fernanda Albernaz, Fontenelle e Acústica com Orlando de Castro. Na infância teve as primeiras lições com seu pai, que era violinista, e Maria Jubé, professora de Canto Orfeônico, da Escola de Villa Lobos.
FELIPE VALOZ é compositor e violonista goiano. Bacharel em Composição Musical pela Universidade de Brasília (UnB); Mestre em Musicologia (USP); Doutor em Literatura Comparada (UnB). É Professor titular no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Goiás, atuando como docente na Área Acadêmica de Artes e, mais especificamente, nos cursos: Técnico em Instrumento Musical e Superior de Licenciatura em Música. É integrante do Núcleo de Pesquisa em Filosofia do IFG.
Como músico violonista atua como intérprete solista e camerista. Teve a peça musical orquestral "Sem Mantilhas", de sua autoria, executada sob regência de Marshal Gaioso Pinto, respectivamente pela Orquestra Sinfônica de Goiânia e pela Orquestra Filarmônica de Goiás. Juntamente com Chico Aafa (cantor) realizou um repertório musical que mescla um trabalho em parceria com 3 CDs: "Cantada do Sertanez de Elomar", "Cantigas do Estradar" e "Ser Tão Profundo".
Nascido na Cidade de Goiânia, LUCIANO PONTES começou a estudar violino aos 15 anos de idade. É graduado em Música, Mestre em Música e Doutor em Performances Culturais (UFG). Estudou na Academia da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (OSESP). Recebeu prêmios e honrarias no Brasil por seu trabalho como violinista. Como violista foi premiado em competições internacionais: Golden Awards Classical Music (EUA), prêmio Favorito da Audiência no Boulder Bach Festival's World Bach Competition (EUA – 2020), 2° prêmio no The North International Music Competition (Suécia – 2020) sendo o único violista premiado em toda a competição nesta edição e o 2° Prêmio no Kings Peak International Music Competition (EUA – 2021).
Realizou turnês de concertos pelos EUA (2016 e 2022) como camerista e solista. Gravou importantes obras sinfônicas de Cláudio Santoro para o Selo Internacional Naxos, incluindo a parte de viola solo da Sinfonia nº 12 para 9 instrumentos solistas. Atualmente, ele ensina viola, violino, música de câmara e prática de orquestra na Universidade Federal de Goiás e dirige a Camerata de Cordas Jean Douliez da UFG/EMAC e o grupo de música de câmara Goiânia Ensemble.
LUÍS CARLOS FURTADO é tem graduação em Licenciatura em Educação Artística, Habilitação em Música, pela Universidade Federal de Goiás (1987), graduação em Bacharelado em Música – Flauta Transversal também pela UFG (1993) e Mestrado em Música, igualmente pela UFG (2002). É Doutor em História Cultural pela Universidade de Brasília, com Doutorado-sanduíche no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa (Bolsa CAPES – Instituição de Fomento). Atualmente é professor da Universidade Federal de Goiás.
Tem experiência na área de Artes, com ênfase em Instrumentação Musical – Flauta Transversal, atuando principalmente nos seguintes temas: seminário, política cultural, trabalho musical, produção cultural, recital e orientação de projetos.
ROBERVALDO LINHARES ROSA, pianista e musicólogo, Prêmio Funarte de Produção Crítica em Música – Brasil (2013), 1° Prêmio Concurso Nacional de Piano Art-Livre – São Paulo (2002) e 1° Prêmio Concurso Nacional de Piano do Instituto Brasil Estados-Unidos, Rio de Janeiro (1997). Doutor em História pela Universidade de Brasília (UnB), é Mestre em Música pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UniRio); e Bacharel em Música, Piano, pela Universidade Federal de Goiás (UFG), onde é professor e pesquisador.
Apresenta recitais no Brasil e no exterior. Atuou no Duo Limiares, com a flautista Sara Lima. Em 2014 publicou “Como é bom poder tocar um instrumento pianeiros na cena urbana brasileira”, livro contemplado com o Prêmio Funarte de Produção Crítica em Música 2013. Em 2020 organizou o livro “Musicologia e Diversidade”, com a professora doutora Ana Guiomar Rêgo Souza (EMAC/UFG) e o professor doutor David Cranmer (CESEM/FCSH-UNL), com artigos de mais de 25 autores do Brasil e do exterior. É membro da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Música (ANPPOM), da International Association for the Study of Popular Music (IASPM) e Pesquisador Senior do Laboratório de Musicologia Braz Wilson Pompeu de Pina Filho (LABMUS), da EMAC-UFG. Atualmente atua no Duo AMIS, de piano a 4 mãos, com o pianista Carlos Costa e coordena o curso de Licenciatura em Música da Universidade Federal de Goiás.
TONICO CARDOSO é professor de trompete da Universidade Federal de Goiás e, por 20 anos, foi trompetista da Orquestra Sinfônica do Espírito Santo. Na Universidade do Rio de Janeiro, sob a direção do professor Nailson Simões, obteve os títulos de Mestre e Doutor em Música (Práticas Performativas). Como intérprete, apresentou os concertos para trompete de Haydn, Neruda, Arutjunian, Handel, Bach, Copland, Ketting, DUDA, Harry James e Curnow, sob a regência dos Maestros Cláudio Antunes, Helder Trefzger, Leonardo David, Modesto Flávio, Marcos Arakaki, Isaac Karabtchevsky e Jarbas Cavendish.
Já deu recitais em várias cidades da América do Sul, Estados Unidos e Europa, além de ser professor convidado em Master-classes. Tem se destacado como um dos professores mais convidados em Congressos e Master-classes em todo o Brasil. Membro fundador do Brazilian Trumpet Ensemble e coordenador do grupo Trompetes do Cerrado, com apresentações nas conferências anuais do International Trumpet Guild, em 2014, 2015, 2018 e 2019 nos Estados Unidos.