São Paulo – O líder do grupo militar Wagner, Yevgeny Prigozhin, que apoia a Rússia na guerra contra a Ucrânia, afirmou neste sábado (horário local) que suas forças entraram sem encontrar resistência na cidade russa de Rostov. O avanço acontece horas após Prigozhin clamar por uma rebelião armada para derrubar o ministro da Defesa da Rússia, Sergei Shoigu. Este é o desafio mais direto do chefe do grupo Wagner ao Kremlin e – em um sinal de quão seriamente o governo russo está considerando a ameaça – a segurança foi reforçada em Moscou e em Rostov-on-Don, que abriga o quartel-general militar russo na região sul e também supervisiona os combates na Ucrânia.
Os serviços de segurança também reagiram imediatamente, abrindo uma investigação criminal contra Yevgeny Prigozhin e pedindo sua prisão. Contudo, Prigozhin manteve a ameaça e relatou que suas forças chegaram a Rostov, dizendo que não enfrentaram resistência de jovens recrutas nos postos de controle e acrescentando que suas forças "não estão lutando contra crianças". "Mas vamos destruir qualquer um que estiver em nosso caminho", disse ele. "Estamos avançando e vamos até o fim."
Segundo ele, os campos do grupo Wagner na Ucrânia foram atingidos por foguetes, helicópteros e tiros de artilharia por ordem de um general da Rússia, supostamente após uma reunião com o ministro Shoigu, na qual teriam decidido destruir o grupo. O Ministério da Defesa nega a realização do ataque. (Agência Estado)
REBELIÃO – Rússia: forças do grupo Wagner entraram sem resistência na cidade russa de Rostov, diz líder https://t.co/oCxnmReLXM pic.twitter.com/ZfUOaQr8Wi
— Jornal A Redação (@aredacao) June 24, 2023