Jales Naves
Especial para o jornal A Redação
Goiânia – Goiana de Jaraguá, formada em Comunicação e Antropologia, e residindo em São Paulo há vários anos, a escritora, tradutora e editora Maria José Silveira lançará nesta terça-feira, dia 13, das 18h às 21h, na Livraria Leitura, do Goiânia Shopping, em sessão de autógrafos, o seu livro “Farejador de Águas”, pela Editora Instante. Seu novo romance é uma ode às águas do Cerrado e nele denuncia a exploração da natureza pelo homem.

O lançamento tem o apoio do Instituto Histórico e Geográfico de Goiás, Instituto Bernardo Élis Para os Povos do Cerrado, Sociedade Goiana de História da Agricultura, Associação Goiana de Imprensa e Projeto Goiás +300. A autora vai escrever um capítulo no livro “Goiás +300, Mulheres”, já com título definido: “Damiana da Cunha: uma tentativa de compreendê-la”. A obra terá a participação de 25 outras escritoras nascidas ou radicadas no Estado.
Quem é
Maria José Rios Peixoto da Silveira Lindoso, 76 anos, tem vários livros infantis publicados. Passou a infância em Goiânia e mudou-se para Brasília quando o pai, José Peixoto da Silveira, foi eleito deputado federal. Sua vida profissional, como jornalista, teve início na Universidade de Brasília; na Universidade de São Paulo fez mestrado em Ciências Políticas; e na Universidad de San Marcos, em Lima, realizou o doutorado em Antropologia, nos anos em que viveu no Peru, exilada com o marido, durante a ditadura militar no Brasil.
Essa combinação de conhecimentos e vivências formou seu leque de paixões e interesses, e também toda a base que permeia sua narrativa: histórias de indivíduos que se movem nos contextos sociais que atravessam as questões mais profundas e as cicatrizes mais abertas do povo brasileiro e latinoamericano.
Seu livro “Maria Altamira” é uma preciosidade da literatura brasileira contemporânea. Uma narrativa que entrelaça a vida de duas mulheres, mãe e filha, marcadas por grandes catástrofes. Uma avalanche que soterrou a cidade andina de Yungai, no Peru, e a inundação causada pela construção da usina de Belo Monte, na região do Rio Xingu. Um livro que revela feridas abertas e verdades incômodas.
Seu primeiro romance, “A mãe da mãe de sua mãe e suas filhas”, pela Editora Globo, lançado em 2019, rendeu-lhe o Prêmio Revelação APCA, foi traduzido nos Estados Unidos, França e Itália e abriu as portas para outras oito obras, incluindo “Maria Altamira”, também pela Editora Instante, de 2021, finalista dos prêmios Jabuti e Oceanos, que foi entregue no mês de novembro.