José Cácio Júnior
A corrida pela vaga ao Senado em 2014 já começou na base do governador Marconi Perillo (PSDB). O DEM lançou o nome do deputado federal e presidente goiano da legenda Ronaldo Caiado para o cargo que, daqui a três anos, oferecerá apenas uma cadeira. A montagem da chapa pode causar atritos na coalizão marconista.
Os senadores Demóstenes Torres (DEM) e Lúcia Vânia (PSDB) já fazem parte do grupo ligado a Marconi. Se dependesse do governador, ele lançaria o deputado federal licenciado Vilmar Rocha (de saída para o PSD). Mas Marconi pode ter que abrir mão do posto para garantir a união ou até aumento da base.
Caiado entende que já é hora de dar um passo a mais em sua carreira política e que possui estofo para ser senador. Além do seu projeto pessoal e do partido, que pretende eleger o máximo de cadeiras no Congresso Nacional, o democrata percebeu que existe a possibilidade de fracionar a distribuição do poder dentro da base marconista. Não só Caiado, mas outros políticos, como o deputado federal Jovair Arantes (PTB), querem ter mais espaço de poder no âmbito estadual. Jovair também tem interesse na vaga ao Senado.
O jogo de xadrez também leva em consideração a disputa à Prefeitura de Goiânia. Se Demóstenes for candidato e eleito, Marconi terá o que negociar com o DEM em 2014: continua com a vaga de vice-governador ou tenta o Senado. Caso Demóstenes não dispute a eleição em 2012, aí a briga pela vaga ao Senado pode virar uma dor de cabeça. Caiado pode condicionar a manutenção da aliança com o PSDB à vaga ao Senado. O cenário de 2010 se repetiria, quando o deputado federal bancou José Eliton na vice do tucano.
Se o DEM perder o tempo de televisão por conta dos parlamentares que migraram para o PSD, o partido fica com menos poder de fogo para negociar a formação da próxima chapa estadual. Ainda não se sabe se o PSD terá direito aos disputados minutos de TV do Democratas, que fez a diferença na eleição do ano passado. Nesse caso, o partido teria menos opções para escolher.
Oposição
Ao contrário do que muitos pensam, de que a oposição estadual pode chegar sem forças em 2014, a disputa ao Senado pode movimentar os adversários de Marconi. O candidato disparado, que teria mias chances hoje de voltar a ocupar uma cadeira no Senado seria Iris Rezende (PMDB). O peemedebista, que já foi senador, fortaleceria a chapa na disputa de 2014, que também tende a ser acirrada.
Pensando dessa forma, com Iris disputando o Senado, Vanderlan Cardoso poderia ser o nome da aliança PMDB-PT ao governo do Estado. Ou compor a vice do deputado federal Rubens Otoni, que viaja por todo o Estado dizendo que disputará a próxima eleição estadual.