José Cácio Júnior
O deputado federal Ronaldo Caiado (DEM) não poupou críticas e acusou o governo federal de "retaliação político-ideológica" pela demora em ajudar a solucionar o problema financeiro da Celg. A situação da estatal, dirigida pelo vice-governador José Eliton (DEM), aliado de Caiado, é um dos poucos assuntos que o deputado federal comenta em relação ao governo estadual.
De acordo com o deputado, a presidente Dilma Rousseff (PT) prefere liberar recursos para projetos envolvidos em denúncias de corrupção. "A Celg está sofrendo uma retaliação político-ideológica. (…) Não tem dinheiro para quem quer corrigir o mal".
Para justificar as prioridades do governo federal, o democrata citou as novas características do Tratado de Itaipu, assinado entre Brasil e Paraguai. A revisão do Tratado determina que o Brasil pague ao Paraguai US$ 360 milhões por ano pela energia não usada da Usina de Itaipú. O valor é o triplo do acordo anterior. "Só para o Paraguai vamos perder algo em torno de R$ 6 bilhões", alerta Caiado.
Caiado também criticou recursos que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) tem destinado a empresas da iniciativa privada, enquanto que o governo federal recusou ajuste do salário dos aposentados que recebem até um salário mínimo. O acréscimo ocorreria em 2012. "O BNDES tem dinheiro para trem-bala, Carrefour, Pão de Açúcar, Friboi e outras empresas", critica Caiado, durante
discurso na convenção estadual do DEM em que foi escolhido novamente como presidente regional da legenda.