Catherine Moraes
Goiânia – Reidimar Silva Santos, de 31 anos, suspeito de matar Luana Alves Marcelo, de 12 anos, em Goiânia, será investigado por outros crimes de estupro. A Polícia Científica de Goiás informou que foi encontrado esperma no corpo da menina, o que comprova o contato sexual entre o autor e a vítima. Informou também que o DNA do suspeito, coletado logo no início das investigações, foi inserido no Banco de Perfis Genéticos (de DNA) da Polícia, que opera no Estado de Goiás desde 2015.
Uma vez que o DNA do suspeito esteja no Banco de DNA da Polícia de Goiás, que é interligado com os Bancos das Polícias Científicas de outros estados, é possível que num curto intervalo de tempo – questão de dias, outros crimes sexuais venham a ser esclarecidos. Isso se o sistema acusar a presença do material genético de Reidimar Silva Santos em vítimas que tenham sido violentadas anteriormente, em casos abertos.
“Em alguns crimes de estupro as vítimas, muitas vezes, não conseguem reconhecer o suspeito, até mesmo pelo trauma. Se não há material genético de suspeitos compatíveis em nosso banco de dados, nem sempre é possível finalizar a investigação apenas com base nestas provas. Com esta inclusão do DNA, o sistema faz uma busca automática e, em pouco tempo, é possível identificar o suspeito como autor de outros estupros, inclusive em outros estados”, explica o superintendente adjunto da Polícia Científica em Goiás, Ricardo Matos.
Outros estupros resolvidos
Após a criação do banco genético, em 2015, outros crimes foram resolvidos com a mesma metodologia. Entre os casos, um estupro que aconteceu no ano de 2010. Na época do crime, o material genético do criminoso foi colhido no corpo da vítima, mas o autor não havia sido identificado. Com o aumento dos perfis incluídos no Banco Genético, o DNA apontou que um homem que estava preso por outro crime cometido posteriormente, foi também o autor desse estupro.
Outro caso envolve uma mulher que foi estuprada em Luziânia em 2013. No início do ano de 2015, o DNA do acusado foi incluído no banco genético em Goiás. Dessa forma, a polícia descobriu que o mesmo homem havia estuprado uma outra mulher no Pará, em 2012 – crime que não tinha, até então, nenhum suspeito.
O Banco Genético
O Banco Genético da Polícia Técnico-Científica é um banco de dados genéticos de presos condenados por crimes hediondos. É um programa do Ministério da Justiça.
Esse material vai para o banco que, por meio de um software desenvolvido pelo FBI, compara com material genético colhido em locais de crime ou no corpo de vítimas (sêmen, cabelo, pele, unha, etc). Quando o programa detecta que o material colhido é idêntico ao DNA de algum preso, está identificado o suspeito.