Catherine Moraes
Goiânia – Diabéticos e familiares de portadores da doença se reuniram nesta sexta-feira (17/8) com representantes da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e do Centro de Apoio Operacional de Saúde (CAO) do Ministério Público Estadual para discutirem sobre atendimento aos pacientes. A reunião é a segunda agendada nesta semana e tem como objetivo reduzir o problema da falta de insumos, realidade frequente desde o início do ano.
Desde fevereiro diabéticos reclamaram sobre a falta de insulina e o alto custo do medicamento que não estava sendo distribuído pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS). Apenas em março, dois meses depois das reclamações, a insulin Lantus chegou na rede, mas ainda faltavam canetas, tiras e agulhas.
Na primeira reunião, segunda-feira, os pacientes apresentaram as dificuldades em conseguir medicamentos e outros insumos junto à farmácia municipal da Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia. Segundo o Ministério Público, os pacientes estavam reclamando mas, segundo à secretaria, a situação estaria normal.
Ficou definido que crianças de até 12 anos terão prioridade no atendimento e os portadores de diabetes tipo 1 que morarem perto da Unidade de Saúde Familiar receberão o medicamento em casa. Na semana que vem, uma nova reunião ocorrerá entre pacientes, familiares e técnicos da secretaria.
De acordo com Elias Rassi, o gasto anual do Município com os insumos para diabetes é de cerca de R$ 10 milhões, o que representa 15% da despesa global de investimentos da secretaria. Ele sugeriu aos pacientes que passem a acompanhar os processos licitatórios visando garantir a continuidade no fornecimento.
Diante disso, o coordenador do CAO Saúde sugeriu que os portadores de diabetes se organizem numa associação, até mesmo para possibilitar uma rede de comunicação e de ajuda entre eles. O intuito é inteirar os envolvidos sobre os processos de compras de medicamentos e elaborar o projeto de distribuição de medicamentos e insumos. Em breve deverá ser realizada ainda uma audiência pública para debater o tema.
O promotor Marcelo Celestino também mostrou preocupação com o risco de desabastecimento da rede pública ao final do ano, tendo em vista o fim da gestão. Neste sentido, ele cobrou da secretaria a definição de uma estratégia que previna esse problema. Elias Rassi voltou a afirmar que a situação está regularizada, com exceção das agulhas e que a falta de medicamentos só ocorrerá se houver entraves nas próximas licitações.
Participaram da reunião o promotor Marcelo Celestino, coordenador do Cao Saúde; o secretário municipal da saúde, Elias Rassi; representantes da Farmácia Municipal, o vereador Virmondes Cruvinel e peritos.