Cleomar Almeida
Para detectar e combater possível foco da leishmaniose visceral canina, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) realiza, nesta semana, um monitoramento na Região Leste de Goiânia. Técnicos já recolheram 232 amostras de sangue dos cachorros e encaminhou 180 delas para o laboratório de saúde pública Lacen.
Animais dos bairros Chácara dos Ipês e condomínio Monte Verde foram alvo da coleta. A previsão é de que, em duas semanas, saia o resultado integral das análises.
O cachorro que estiver contaminado deverá ser sacrificado, com a permissão de seu dono, para que a doença não prejudique, também, crianças e idosos, principalmente. A medida é necessária porque ainda não existe tratamento para combater ou controlar a doença.
De acordo com a SMS, poucos casos de leishmaniose em cães foram detectados até o momento na cidade. A veterinária Sabrina dos Santos Arruda, chefe da divisão responsável pelo controle da leishmaniose na Capital, afirma que a identificação do foco da doença não é motivo para gerar pânico na população.
Os principais indicativos de que o animal está contaminado são desânimo, perda de apetite, emagrecimento rápido, feridas na pele, perda de pelos, diarreia, vômito e crescimento anormal das unhas. Para prevenir, é preciso manter o quintal sempre limpo, manter as vacinas do cão em dia e evitar passeios no fim da tarde e início da noite, quando, segundo especialistas, aumenta o risco de transmissão da doença.