Ludymila Siqueira
Goiânia – A Polícia Civil de Goiás investiga um centro terapêutico de reabilitação suspeito de maus-tratos, castigos e torturas contra internas no Jardim Guanabara, em Goiânia. O local, que não teve o nome divulgado, abriga cerca de 53 mulheres para o tratamento de dependência de álcool e dependência química.
De acordo com informações dos policiais, que estiveram no espaço na tarde desta quinta-feira (21/10), a investigação começou após três internas fugirem do centro terapêutico. Uma delas, que teria machucado o calcanhar durante a fuga, conseguiu procurar a polícia. Ela relatou que as internas são vítimas de diversos tipos de maus-tratos.
A mulher ainda informou aos policiais que nenhuma das internas foi vacinada contra a covid-19 mesmo que os administradores do local tenham, segundo ela, cobrado valor de R$ 150 daquelas que manifestaram interesse em receber o imunizante. Além disso, no local não há disponibilidade de máscaras e álcool em gel para uso das internas.
Ainda segundo a Polícia Civil, a Vigilância Sanitária já havia recebido denúncias do Ministério Público sobre o centro. O local não tem alvará de funcionamento e não possui extintor de incêndio. Dos três banheiros da unidade, apenas um estava em funcionamento.
A Vigilância Sanitária de Goiânia interditou o centro, nesta quinta-feira (21), devido a diversas irregularidades no local. Além disso, deu até 72 horas para os administradores encaminhem as internas para a família ou abrigo. A Polícia Civil apreendeu documentos e vai abrir um inquérito para apurar a situação.