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Copom sobe novamente Taxa Selic para conter inflação

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03.10.2021 - 14:06:45

Na última reunião realizada nesse mês de setembro, o Comitê de Política Monetária do Banco Central, elevou a taxa Selic, para 6,25%.
 
Taxas essas que remuneram os Títulos Públicos, que o Governo Federal, coloca no mercado, para capitar recursos com objetivo de cumprir suas metas fiscais, ou seja igualar receitas públicas com
despesas públicas.
 
A taxa Selic, passou de 3,0% para 6,25%, nesse ano, com aumento de mais de 100%, situação que prejudica o desempenho da economia.
 
A taxa em tela funciona como uma norteadora das taxas de juros no mercado, ela é responsável por 40% dos contratos no mercado brasileiro.
 
A questão que se coloca é que atitudes do Banco Central, como essa não poderiam ser piores no cenário econômico, adverso que estamos vivenciando, pois a taxa de desemprego está em 14,4%.
 
Como a inflação é de custo e não de demanda, elevar os juros nesse momento de nada resolve, para o combate da inflação. Os preços não estão subindo por excesso de consumo e sim por problemas que impactam negativamente no custo das empresas, a exemplo das crises: hídrica e energética e também das constantes altas do diesel.
 
Pelo contrário só derruba a atividade econômica, pois restringe a circulação de moedas e o crédito.
 
Nesse cenário  o crédito fica mais caro,  para as empresas e também aos cidadãos, dificultando o acesso à ele.
 
A essa situação soma as crises: hídrica e energética, prejudicam muito o agronegócio e setores da indústria de transformação, encarecendo os custos operacionais das empresas e sendo esses repassados aos preço no varejo.
 
Portanto meus amigos, o Comitê de Política Monetária, deu mais um tiro no pé, pois a taxa de juros Selic, não derruba a inflação, mas contribuirá de maneira efetiva para que o PIB, não cresça os esperado 5,4% nesse ano. Tudo leva a crer que crescerá no máximo 3,5%, mantendo os investimentos na casa de 14%, muito baixo e as taxas de desemprego em 14,4% muito alta. Uma pena 
 
*Júlio Paschoal é economista e professor da Universidade Estadual de Goiás (UEG)
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por Júlio Paschoal

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