Théo Mariano
Goiânia – O prefeito de Aparecida de Goiânia, Gustavo Mendanha, avalia que "não é ideal" o modelo adotado pelo MDB de Goiás para consultar os correligionários do partido sobre a possível composição com o Democratas para a disputa pelo Governo de Goiás em 2022. Para o gestor, todos os 246 municípios do Estado precisam participar da deliberação. "Nós temos cerca de 40 diretórios municipais e 30 comissões provisórias, são poucos pontos para decidir [sobre a aliança]", defendeu em entrevista exclusiva ao jornal A Redação.
O prefeito emedebista esteve em Goiânia na última semana ao lado do deputado estadual Paulo Cézar Martins para um evento de defesa à candidatura própria do partido. Para a cúpula emedebista que apoia a aliança com o Democratas, o evento não passou de "fogo de palha". O próprio presidente do MDB da capital, Carlos Júnior, afirmou que a discussão travada pelo grupo de oposição ao governador Ronaldo Caiado está "superada".
Ainda assim, ressalva Mendanha, o partido "sairá menor do que entrou" caso não dispute as eleições de 2022. Apesar disso, o presidente do MDB Goiás, Daniel Vilela, avaliou em entrevista exclusiva com o AR que a sigla teria dificuldades em lançar candidatura própria. Para o prefeito de Aparecida, no entanto, não há empecilhos para disputar o pleito: "Não tenho dúvidas que o MDB e toda a oposição têm capacidade de ganhar no ano que vem", disse o gestor aparecidense.