A Redação
Goiânia – O Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) e a Polícia Civil (PC-GO) deflagraram na manhã desta segunda-feira (13/9) a Operação Capésius em Luziânia (GO) e Brazlândia (DF). Os dois órgãos investigam supostas fraudes em licitações para compra de medicamentos judicializados em Formosa, no Entorno do Distrito Federal (DF).
Até o momento, duas pessoas foram detidas em prisão temporária e sete mandados de busca e apreensão estão em cumprimento pela força-tarefa. Os remédios adquiridos com dispensa de licitação teriam gerado um prejuízo ao município de R$ 2 milhões de 2020 a 2021. Os delitos teriam sido cometidos em Formosa, mas as as buscas ocorrem em Luziânia e Brazlândia, no Entorno e no DF.
A Operação Capésius é fruto de seis meses de investigações. As buscas e as prisões foram autorizadas pela Justiça contra empresários e distribuidoras de medicamentos. De acordo com dados do inquérito, uma empresa teria sido utilizada para fornecer remédios superfaturados acima de 200% do preço com uso de recursos do Fundo Municipal da Saúde (FMS).
A aquisição dos remédios era uma determinação da Justiça, que atendeu a pedido do MP-GO. A solicitação pretendia atender demanda dos pacientes de Formosa que tiveram dificuldade em conseguir medicamentos por meio da Secretaria Municipal de Saúde.
A pena prevista para os investigados pode variar de seis a 20 anos se houver condenação. O MP informou que a Operação Capésius trabalha para identificar outros supostos envolvidos no esquema.
Capésius
O nome Capésius é o mesmo do farmacêutico do campo de concentração de Auschwitz, Victor Capésius. O profissional teria usados seus conhecimentos em farmácia para cometer crimes em nome do nazismo. Seus atos causaram a morte de milhões de judeus na Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Capésius participou ativamente do holocausto judeu pela ditadura de Adolf Hitler.