A Redação
Goiânia –
A Associação Empresarial da Região da 44 (AER44) anunciou nesta quinta-feira (22/4) que segue negociando com a Prefeitura de Goiânia a volta do funcionamento aos sábados do polo confeccionista. Desde o último decreto municipal, publicado no dia 13 de abril e que traz novas regras para o funcionamento do comércio considerado não essencial para enfrentamento da pandemia de covid-19, as lojas da 44 estão sem poder funcionar no dia que informam ser o seu principal em relação ao movimento de consumidores.
O presidente da AER44, Crhystiano Câmara, argumenta que há estabelecimentos em Goiânia e Região Metropolitana que estão vendendo roupas normalmente aos finais de semana, como os supermercados e hipermercados, e que, por isso, não entende a proibição em relação à Região da 44. “Por que nós aqui da 44 precisamos ficar fechados, uma vez que seguimos à risca os mesmos protocolos que são exigidos em outros estabelecimentos? Vale lembrar que o comprador que vem à Região da 44 aos sábados, vem a trabalho e não a passeio. Portanto, são pessoas que vêm preparadas e que seguem todos os cuidados necessários, até porque os shoppings e galerias aqui exigem isso”, afirma o presidente da AER44.
Atuando na Região da 44 há três anos, o lojista de moda masculina Diego Pereira Silva afirma que o movimento de clientes entre sexta e sábado representa cerca de 70% de suas vendas presenciais. “Em geral, as sacoleiras e compradores atacadistas costumam chegar na sexta de ônibus ou de carro próprio e fecham a maior parte de suas vendas no sábado. Então, só neste dia costumo realizar entre 40% e 50% das minhas vendas presenciais”, considera.
O comerciante também afirma que no sábado é grande o movimento dos compradores que vêm do interior e dos Estados mais próximos, o que pode, inclusive, dificultar a liberação, considerando o objetivo do decreto de reduzir a disseminação do novo coronavírus. “Tem também um número muito grande de compradores que fazem o ‘bate e volta’, que são aqueles que vêm de carro próprio vindos do interior de Goiás, de Minas e do interior de São Paulo”, informa Diego.
Abre e fecha
Na Região da 44 há oito anos, a lojista Isabella Pimentel também lembra que esse movimento do chamado “bate e volta” é bem grande aos sábados. “Muitas das sacoleiras que vêm à 44 trabalham com outras atividades e só podem vir à região aos finais de semana. Além do mais, o sábado é um dia a menos de venda para nós lojistas, e ao final do mês a perda vai ser grande, acumulando ainda mais com os prejuízos que tivemos neste mais de um ano de pandemia”, destaca a empresária.
A lojista especializada em moda feminina argumenta que, ao longo deste um ano, o “abre e fecha” de lojas fez com que o fluxo de pessoas na 44 caísse bastante. Ela afirma ainda que essa indefinição sobre o funcionamento do polo confeccionista pode atrasar ainda mais a recuperação dos pequenos comerciantes, que são a grande maioria na região. “Nós, felizmente, conseguimos manter as duas lojas que temos na região, mesmo com todas essas dificuldades, mas muita gente não aguentou e teve que fechar”, salienta.
Isabella lembra ainda que os shoppings e galerias da Região da 44 estão bem criteriosos em relação ao cumprimento dos protocolos sanitários. “Nos shoppings, onde tenho as minhas lojas mesmo, eles são bem criteriosos, fiscalizam o tempo todo, tanto os lojistas quanto os clientes. Ninguém entra sem máscara, as lojas têm limite de clientes que pode atender por vez e tem álcool em gel em todo lugar”, descreve a lojista.