Raphaela Ferro
Goiânia –
Falta de diálogo, decisões não comunicadas antes da publicação de decretos municipais, insegurança política, distanciamento do plano de governo da campanha de Maguito Vilela durante as eleições à prefeitura de Goiânia e aproximação da direção nacional do Republicanos. A lista faz parte dos argumentos apresentados pelo presidente regional do MDB, Daniel Vilela, e secretários ligados a ele que oficializaram sua separação da gestão de Rogério Cruz, nesta segunda-feira (5/4).
Candidato a vice na chapa que elegeu Maguito, Cruz assumiu o cargo de prefeito após a morte do candidato eleito em decorrência da covid-19. Três meses depois do início da gestão, Daniel Vilela afirmou que o que foi combinado para a administração do município não está sendo cumprido. Segundo ele, começaram a ser feitas trocas não discutidas e demissões “de forma deselegante e mal educada”. O contexto, segundo o emedebista, gerou insegurança e desmotivação na equipe de secretários.
De acordo com ele, os auxiliares estavam sendo expostos como passíveis de serem demitidos no noticiário e pediram para que ele buscasse o diálogo com a gestão. “Procurei o prefeito Rogério. Liguei para agendar uma conversa e tentar compreender o que estava acontecendo, mas não fui atendido”, afirmou Daniel, que informou não ter tido resposta por 15 dias. “Recebi um recado de que não adiantava eu insistir para conversar com o prefeito, porque ele não conversaria comigo. E o que eu quisesse saber do que seria modificado que eu procurasse a direção nacional do partido e o presidente do Republicanos no Distrito Federal.”
Candidato a vice
Questionado se a escolha de Rogério Cruz para vice-prefeito na chapa de Maguito Vilela teria sido um erro do MDB, Daniel Vilela afirmou que não era possível imaginar a tragédia que ocorreria e avaliar a possibilidade de um vice para se tornar prefeito. “Talvez o erro dos políticos seja escolher o vice como um bom vice. A gente nunca escolhe o vice imaginando que ele precisa ser um bom titular. Não tem como nos recriminar por isso.”
Resposta
A assessoria da prefeitura de Goiânia não adiantou o posicionamento da gestão a respeito das críticas. O prefeito Rogério Cruz agendou uma entrevista coletiva para comentar a saída de parte de seu secretariado, ligado ao MDB, para o início da tarde desta segunda-feira (5/4).