Théo Mariano
Goiânia – O governo de Jair Bolsonaro sofreu, apenas nas últimas cinco horas, três baixas de ministros. O primeiro a manifestar sua vontade de deixar o cargo foi Ernesto Araújo, do Itamaraty. Na sequência, o ministro Fernando Azevedo e Silva, da Defesa, e o ministro José Levi, da Advocacia-Geral da União (AGU), anunciaram suas saídas.
A queda de Ernesto Araújo ainda não foi confirmada oficialmente, mas o ministro das Relações Exteriores teve reunião com Bolsonaro na manhã desta segunda-feira (29/3), segundo a agenda oficial do presidente. A mudança vem após forte pressão do Senado Federal, inclusive com a possibilidade de pedido de impeachment de Araújo.
O ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, anunciou sua saída em nota. No texto, ele agradece pela oportunidade de ter passado pelo cargo. O ministro também esteve com Bolsonaro momentos antes de informar que deixaria o ministério. "Saio na certeza da missão cumprida", escreveu.
A última alteração divulgada foi na AGU. O atual chefe da pasta, José Levi, enviou carta ao presidente com pedido de sua exoneração do cargo. Segundo apurações da imprensa nacional, o mais cotado para a vaga aberta na Advocacia-Geral da União seria o ministro da Justiça, André Mendonça, que já esteve no cargo de advogado-geral da união.