Goiânia –
Ainda sem previsão para o início da vacinação contra a covid-19 para professores e profissionais da Educação, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, afirmou nesta segunda-feira (29/3) que este será o segundo desafio de sua gestão em relação à imunização para controle da doença causada pelo novo coronavírus. O primeiro teria sido a demanda dos servidores das forças de segurança pública, que começaram a ser vacinados nesta segunda – 5% das doses que chegam a Goiás desde a última semana será direcionada para esse grupo."Nós queremos também voltar às aulas. Precisamos ter uma atenção especial aos nossos professores e professoras. Lógico que teremos a responsabilidade de buscar isso dentro de regras legais, como eu tenho dito aqui. Não faremos nada que não seja avaliado pelo comitê, na secretaria de saúde, com pareceres técnicos também de universidades e representantes do Ministério Público, do Poder Judiciário, como das demais entidades para que opinem sobre o segundo momento nosso, para deliberarmos sobre as aulas no Estado de Goiás", explicou o governador em entrevista coletiva realizada no início da vacinação das forças de segurança pública nesta segunda-feira (29/3).
Na mesma ocasião, o secretário estadual de saúde, Ismael Alexandrino, afirmou que a discussão sobre a vacinação dos profissionais da área de Educação será levantada assim que for finalizada a imunização do grupo de servidores da área de segurança. "Nós precisamos abrir as escolas em alguma porcentagem e, para que isso aconteça, é fundamental que os professores estejam imunizados. Então, assim que terminarmos essa força-tarefa, das forças de segurança e salvamento que já estão na rua, nós teremos condição de votar uma proporcionalidade para os professores porque eles vão se expor também, vão voltar suas atividades e só estaremos seguros quando todos estiverem seguros."
Outros segmentos
Caiado ainda comentou as demandas de outras categorias por vacinação, como pedidos feitos por motoristas de ônibus, principalmente do transporte coletivo, e para assistentes sociais. "Se nós tivéssemos vacina suficiente, nós estaríamos atendendo a todos. Mas tenham a certeza que nós saberemos gradualmente irmos atendendo a todas as pessoas com as prioridades que devam ser dadas àqueles que estão na linha de frente, expostos a maior número de contaminação", enfatizou o governador.