Goiânia –
O prefeito de Goiânia, Rogério Cruz, realiza reuniões no Paço Municipal desde a manhã desta sexta-feira (26/3) para definir as regras que serão expressas em novo decreto com medidas de enfrentamento à pandemia de covid-19. As medidas de restrição de funcionamento das atividades não essenciais na capital, especificamente, expiram no próximo domingo (28/3). A expectativa é de que Cruz confirme a proposta de rodízio modular de atividades apresentado a representantes do setor empresarial na quinta (25/3).Na manhã desta sexta (26/3), o secretário municipal de saúde, Durval Pedroso, afirmou que não se trata de flexibilização, mas sim de modulação de funcionamento. A proposta é que a cidade seja dividida em seis módulos e haverá fechamento do comércio nessas áreas em determinados dias da semana. "São regiões em que se compreende o fluxo de pessoas, as atividades econômicas, bem como a estrutura daquela região para que se possa oferecer uma forma de fechamento adequado e de também circulação de pessoas de forma segura", explicou Pedroso.
Entretanto, às 11h30, o secretário afirmou que ainda não havia uma conclusão a respeito das normas a serem inseridas no decreto. Pela manhã, Rogério Cruz esteve em reunião com Durval Pedroso, o secretário de governo, Arthur Bernardes, o secretário de comunicação, Marcos Teixeira, o secretário do escritório de prioridades estratégicas da prefeitura, José Frederico e a secretária executiva da saúde, Luana Ribeiro.
Uma entrevista coletiva do prefeito estava marcada para ser realizada após a reunião, às 12 horas, mas foi desmarcada por causa da continuidade das discussões sobre o assunto. À tarde, será realizada nova reunião sobre o tema, mas a assessoria da prefeitura de Goiânia não informou quem estará envolvido. A expectativa é que as regras do novo decreto sejam definidas e divulgadas ainda nesta sexta (26/3), provavelmente após às 18 horas.
Conflito de decretos
A indicação de que Goiânia adotaria o modelo de rodízio apresentado a partir de segunda-feira (26/3) gerou confusão por causa da existência de decreto estadual vigente que restringe as atividades não essenciais até a terça (27/3). Mais cedo, o governador Ronaldo Caiado evitou comentar a decisão que é cogitada por Rogério Cruz porque disse que não foi consultado. O secretário estadual de saúde, Ismael Alexandrino, reforçou que esperava que houvesse diálogo.
Questionado a respeito, Pedroso não respondeu especificamente sobre a possibilidade de conflito dos decretos. "Nós entendemos que tanto o governador Ronaldo Caiado quanto o prefeito Rogério Cruz têm lutando pelo bem maior que é a preservação da vida e a segurança das pessoas. Acreditamos que todas as informações tecnicas que são discutidas nesse momento com todas as secretarias envolvidas possa levar o prefeito a tomar a melhor decisão para garantir e assegurar para as pessoas qualidade de vida e segurança", afirmou o secretário municipal.