Goiânia –
Perto da marca de 10 mil mortos em decorrência da covid-19 (hoje, são 9.587 óbitos), o Estado de Goiás tem mantido índice de isolamento social entre 32% e 35%. O ideal seria estar entre 50% e 70%. Uma faixa pelo menos boa estaria entre 40% e 50%. As informações foram dadas pelo governador Ronaldo Caiado durante pronunciamento no Palácio das Esmeraldas, na manhã desta terça-feira (16/3). Ele afirma que há descumprimento quase completo, por parte da população, dos decretos que prevêem medidas restritivas às atividades não essenciais adotados pelas prefeituras.Caiado reforçou que no início da pandemia, em 2020, Goiás chegou a ter 60% de isolamento social, o que, segundo ele, possibilitou que o Estado demorasse mais a chegar ao pico de contaminação da covid-19. "Outros estados tiveram o pico da primeira onda em maio e junho. Nós tivemos em agosto e setembro", lembrou o governador. Ele tentou afastar a ideia de que há concorrência das ações que podem "salvar vidas" das que contribuem para recuperar a economia.
Para ele, a primeira onda da pandemia de covid-19 confirmou que os Estados que enfrentam bem a situação causada pela doença têm maior capacidade de reagir no âmbito empresarial e industrial, enquanto os Estados relapsos têm mais dificuldade de sair da crise. "Aos empresários que diziam que íamos desindustrializar Goiás na primeira onda da covid, a resposta foi contrária. Goiás foi o Estado que mais aumentou a sua produção industrial, que mais gerou empregos no Centro-Oeste. As pessoas que realmente torcem contra o Estado de Goiás vão perder mais uma vez, porque aqui vão prevalecer a ciência, a humildade e o respeito à vida."
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