São Paulo – A quantidade de mortes por covid-19 no Brasil ficou acima de 1.700 pelo quarto dia consecutivo, atingindo 1.760 vítimas nesta sexta-feira, de acordo com dados reunidos pelo consórcio de veículos de imprensa. A sequência fez o País ter novamente recorde na média móvel diária de óbitos, levando em consideração os últimos sete dias: 1.423.
Os recordes consecutivos ocorrem no momento em que Estados e municípios enfrentam o dilema de afrouxar ou não a quarentena. E a fila de espera por leitos de UTI covid continua aumentando. Há pacientes aguardando liberação de leitos nas principais cidades do País, e em mais de 10 Estados o sistema de saúde está operando no limite.
Mais de mil esperam UTI em 5 Estados: na Bahia, a secretaria registrava 337 pacientes à espera de leito. Em Goiás, eram 300. Havia relatos ainda em Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Rondônia. Já a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) divulgou ontem uma série de mapas que mostram o agravamento da pandemia em todos os Estados e Distrito Federal. Em 1.º de março, apenas o Sergipe estava no nível de alerta baixo para UTI. Outros 7 Estados estão em alerta médio e todos os outros em nível crítico.
O vice-presidente de Produção e Inovação em Saúde da Fiocruz, Marco Krieger, afirmou que a pandemia de covid-19 no Brasil deve alcançar patamares "dramáticos" nas próximas semanas se nada for feito para deter a circulação do vírus. "Estamos todos cansados da pandemia, não é fácil para ninguém. (…) Mas os dados neste momento são os mais graves de toda a pandemia (…). Temos de reduzir a possibilidade de circulação até aumentar o número de pessoas protegidas", alertou em vídeo nas redes sociais. (Agência Estado)