Catherine Moraes
A polícia Scotland Yard, de Londres, prendeu Jordean Thomas, 20 anos, suspeito de assassinar o goiano Carlos Roberto Oliveira, 27, no último dia 16 de julho. O segurança, natural de Itapuranga, morava há dois anos no exterior em busca de melhores oportunidades profissionais e financeiras. Carlos foi assassinado com uma única facada, no coração, em uma boate, na qual trabalhava há aproximadamente cinco meses. As informações são da famíllia, que espera a vinda do corpo para a Capital. Um dos criminosos ainda está foragido.
Carlos estava de folga e foi chamado a boate para cobrir a folga de um amigo. Por volta de 2h, Thomas teria adentrado à boate acompanhado de outro rapaz e seguido em direção ao proprietário, identificado apenas como Eric, em uma tentativa de assalto. Para defender o patrão, Carlos foi de encontro ao assaltante que acertou uma facada em seu peito, atingindo o coração. A polícia informou que foi tentada a reanimação no local do crime, mas o segurança morreu antes de ser levado ao hospital.
Na próxima quinta-feira (4/7), a polícia britânica vai realizar uma segunda autópsia para, em seguida, liberar o corpo. A família espera um terceiro orçamento da embaixada para que seja repassado à Secretaria para Assuntos Internacionais.
Euton Rodrigues, 34, que também é primo de Carlos, diz que a família ainda não sabe se o governo vai arcar com a despesa total do translado. A secretaria foi procurada durante todo o dia, mas não foi encontrada para se posicionar.
O comerciante Joaquim Marcelo Moura, 36, primo de Carlos, foi para Londres no último dia 26 de julho para acompanhar de perto o caso. Ele informou, por telefone, que Jordean foi detido na sexta-feira passada (29/7). A polícia britânica encontrou sangue do britânico no local do crime. “Aqui em Londres, quando algém é detido, o sangue da pessoa é coletado e guardado em um banco de dados. Na boate, havia sangue do Jordean na maçaneta da porta.”, afirma Marcelo. O dono da boate, identificado como Eric, era considerado foragido e também foi preso.
Preocupação
A preocuapação da mãe de Carlos, Maria de Jesus, é sobre o valor a ser pago pelo translado do corpo do segurança. Ela afirma que foi informada pelo Estado que precisará disponibilizar 30% dos cursos. “O governo afirmou que vai nos ajudar com 70% do valor. Ainda assim, falta cerca de R$ 3 mil. Já gastei R$ 8 mil com a ida do Marcelo para Londres, é muito dinheiro e não sei onde vou conseguir tudo isso.”
Aos prantos, a dona de casa declara que sofre a dor maior do mundo por saber que vai enterrar seu maior tesouro. Carlos era filho único e pretendia retornar a Goiás no final deste ano. “Tá muito difícil sem meu filho, sem as ligações diárias. Eu não consigo seguir adiante, não com tanto sofrimento. Além da dor da perda, essa demora em trazer o corpo faz com que me sinta ainda pior.”, lamenta.
Ela afirma ainda que sofre com hérnia de disco além de sentir fortes dores no ombro. Por esses motivos está sem trabalhar o que, segundo ela, dificulta ainda mais as coisas.
Apoio
Assim que ficou sabendo da morte de Carlos Roberto, a família procurou apoio do Governo do Estado, por meio da Secretaria para Assuntos Internacionais, para o traslado do corpo. O titular da Secretaria, Elie Chidiac, deu andamento ao processo de cotação dos serviços funerários e entrou em contato com a Embaixada do Brasil na Inglaterra.
Na época, Elie afirmou que o fato de Carlos ter sido assassinado poderia atrasar a liberação. Informou ainda que existia a possibilidade da justiça inglesa não liberar o corpo devido o andamento das investigações. O corpo poderia ainda ser enterrado na Inglaterra até o julgamento, para depois ser feito o traslado dos restos mortais para Goiás.