A Redação
Goiânia – A Vila Cultural Cora Coralina, em Goiânia, encerra 2020 com saldo de 30 atrações, entre presenciais e episódios on-line, com exposições, mostras de artes, feira literária e apresentações artísticas. Balanço ainda traz os projetos “Artistas na Vila” e “Ateliês Goianos”, que renderam mais de cinco mil visualizações no YouTube da Secretaria de Estado de Cultura (Secult Goiás).
A Vila Cultural é uma unidade da Secult Goiás e funciona no centro da capital, como um espaço multicultural. De janeiro a fevereiro, a agenda foi realizada de modo presencial, mas, a partir de março, em formato on-line em razão da pandemia. Nesse período, foi mantido ativo o trabalho dos artistas para que eles pudessem divulgar suas obras e ampliar o acesso do público às ações culturais promovidas pelo governo.
Para o secretário de Cultura, Adriano Baldy, concretizar iniciativas como essas, mesmo em meio a tantos enfrentamentos como tem sido nesse ano de 2020, é superar desafios, mas também, representa muito aprendizado.
“Em um ano tão atípico como esse, tivemos que nos reinventar a partir das redes sociais para realizarmos as nossas atividades culturais e, assim, conseguimos criar e manter semanalmente projetos com êxito, como Ateliês Goianos e Artistas na Vila”, comenta Baldy, acrescentando que a ideia é manter e ampliar os projetos virtuais depois da pandemia.
De portas abertas
De janeiro a dezembro, a Vila Cultural foi palco de entretenimento de encher os olhos dos apreciadores da arte, com artistas de várias gerações, estilos e categorias, que puderam mostrar seus trabalhos, processos de criação e espaços de produção.
Já no início do ano, a sala Antônio Poteiro abrigou a exposição “Residência Artística Canteiro”, composta por obras produzidas durante a primeira residência artística ocorrida em seu espaço, de 11 estudantes de artes visuais da Universidade Federal de Goiás (UFG).
Na sala Sebastião Barbosa, esteve em cartaz, de janeiro a fevereiro, a exposição “Jardim”, do artista plástico Lauro Gontijo, com obras que remetem à interlocução entre natureza e espaço urbano.
No espaço do hall e Sala de Mídias, houve muita interatividade também com o “1º Encontro de Jovens APNs”, promovido em fevereiro, com apresentações musicais de rap e palestras sobre o movimento negro.
Ainda no início de março, o destaque foi para a “Feira E-cêntrica”, que durante dois dias recebeu mais de duas mil pessoas no evento que contou com mais de 100 profissionais independentes, oriundos de seis estados e do Distrito Federal. Com as atividades, mais de 3 mil pessoas passaram pela Vila Cultural, de janeiro a primeira quinzena de março.