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O setor de medicina diagnóstica no pós-pandemia

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03.10.2020 - 15:08:55

A pandemia provocada pelo novo coronavírus impactou todos os segmentos, inclusive o da saúde. Nas primeiras semanas, o setor de medicina diagnóstica apresentou uma queda considerável na demanda por serviços laboratoriais. Alguns laboratórios atendidos pela Shift, por exemplo, registraram uma redução superior aos 75% da demanda.
 
No entanto, a rapidez com a qual o novo cenário se instaurou levou a uma necessidade urgente de adaptação nos laboratórios. Não há dúvidas de que todas as empresas precisaram tomar decisões importantes nos últimos meses para que pudessem continuar atuantes.
 
O investimento em tecnologia foi uma maneira que os laboratórios encontraram para equilibrar a balança. No meio da crise, os clientes apostaram em inovação, sobretudo na qualidade e eficiência operacional, segurança do paciente e sua interface com o laboratório. Aos poucos, o setor vai conseguindo reverter a baixa inicial e se adaptando ao “novo normal”.
 
Para as empresas de diferentes setores, a tecnologia possibilita o home office e o levantamento de dados que suportam as tomadas de decisão. Especificamente ao setor de medicina laboratorial, ela serve para otimizar e simplificar a interface do laboratório com o paciente. Isso ocorre, principalmente, com aplicativos e sites, que permitem o pré-agendamento de exames, a consulta de informações importantes como o funcionamento das unidades, preparo de exames e convênios atendidos, bem como a entrega de resultados online, literalmente na palma da mão do paciente, por meio de aplicativos.
 
Nesse momento de queda na arrecadação, a tecnologia também auxilia na gestão do laboratório, garantindo operações sem desperdício, com a automatização de processos. Um exemplo adotado pela Shift é a metodologia Lean Manufacturing (manufatura enxuta), que busca minimizar os desperdícios e utilizar mais eficientemente os recursos da empresa.
 
A pandemia também é uma lição para que possamos fortalecer a nossa cadeia de valor. Em um cenário de retomada é preciso ter uma visão sistêmica e união entre todos os agentes dessa cadeia, sejam laboratórios, operadoras, médicos ou fornecedores. Dessa forma, as decisões deverão ser tomadas em conjunto, de maneira a evitar falhas ou rupturas em algum segmento específico. Em um momento em que todos são afetados pela crise, essas falhas pontuais se tornam ainda mais frequentes e importantes.
 
Nesse contexto, podemos esperar grandes mudanças na medicina diagnóstica no cenário pós-pandemia. A tecnologia é a propulsora dessa transformação com processos automatizados e integrados, facilitando tomadas de decisões mais assertivas e proporcionando uma melhor experiência ao paciente com a maior agilidade nos serviços. Acreditamos que essas mudanças sejam duradouras e permitam uma evolução constante do segmento laboratorial em todo o Brasil.
 
*Marcelo Lorencin é fundador e presidente da Shift, empresa especializada em Tecnologia da Informação para medicina diagnóstica, com mais de 27 anos de história.
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por Marcelo Lorencin

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